Mágica? Apple vende menos iPhones que esperado, mas lucra mais que estimado

Da Redação

Por Da Redação

26 de janeiro de 2016 às 19:50 - Atualizado há 5 anos

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A Apple surpreendeu o mercado com um lucro acima do esperado para o trimestre passado: a companhia teve ganhos de US$ 18,4 bilhões, em vendas de US$ 75,9 bilhões. O mercado esperava lucros de R$ 18,1 bilhões com receitas de US$ 76,6 bilhões.

Foram vendidos 74,77 milhões de iPhones nos últimos três meses do ano, até o dia 26 de dezembro – um pouco acima dos 74,5 milhões do ano passado, mas abaixo da estimativa de 76,54 milhões por parte do mercado financeiro. Já se esperava, porém, uma desaceleração por conta da redução de pedidos de componentes por parte da Apple. Isso fez com que o mercado ajustasse (para baixo) suas estimativas. Aparentemente, não foi o suficiente.

A empresa acredita que terá US$ 50 bilhões de receitas nos três primeiros meses do ano, o que está abaixo dos US$ 55 bilhões que o mercado estimava – por cerca de 10%, significativo. Isso significaria a pior queda de receitas da Apple desde 2001, muito antes do lançamento do iPhone e até mesmo do iPod, que só seria lançado no final daquele ano.

Vale destacar que a Apple finalmente ultrapassou o número de um bilhão de aparelhos ativos, ou seja, iPhones, iPads, Macs, Watches e Apple TVs que os usuários “engajaram com”, baixando um aplicativo, música ou filme nos últimos 90 dias. E os serviços prestados para esses aparelhos geraram US$ 5,5 bilhões.

Os iPads decepcionaram com uma queda de vendas de 24,7%, atingindo 16,1 milhões de unidades. Os Macs também tiveram queda de vendas e a linha de outros produtos (Apple Watch, Apple TV e Beats) cresceu forte, mas ainda é praticamente insignificativa para o contexto da empresa. A companhia aumentou os gastos com pesquisas atingiu US$ 6,2 bilhões – alta frente os US$ 5,5 bilhões do semestre passado.

Analistas esperavam uma queda de lucro frente o ano passado justamente pelo sucesso “excessivo” do iPhone 6. Por se tratar do primeiro iPhone com tela realmente grande (algo que Steve Jobs era contra), acabou batendo diversos recordes. O número de iPhones vendidos realmente não cresceu tanto – e deverá ter a primeira queda em breve -, mas a empresa foi mais eficiente.

A empresa certamente não quer mais ser conhecida como “empresa do iPhone” e está trabalhando para criar alternativas de receitas: serviços (como Apple TV e Apple Music), novos produtos periféricos (como o Apple Watch), realidade virtual e até mesmo um carro elétrico estão na linha da empresa. Trabalha também para enfraquecer os rivais em seus principais campos, como faz com o Google e anúncios.