Jogadores de videogame ganham mais que profissionais com universidade na Venezuela

Da Redação

Por Da Redação

25 de setembro de 2017 às 08:26 - Atualizado há 3 anos

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Na Venezuela de hoje em dia, jogadores de videogame estão ganhando mais dinheiro do que a maioria dos profissionais formados em universidades no país. Graças ao caos econômico que o país passa por conta das medidas de Nicolás Maduro e Hugo Chávez, os venezuelanos estão precisando se virar para sustentar suas famílias.

E muitos (sobretudo os jovens) viraram para os jogos para conseguir ganhar dinheiro. Funciona assim: eles jogam o dia todo, a ponto de conseguir boas recompensas e as vendem por bitcoins, efetivamente conseguindo ganhar em dólares sem ter que ter uma conta em banco no exterior. Isso é extremamente importante para conseguir fugir do desastre que tem sido a moeda venezuelana, o Bolívar – com uma inflação de 900% e todos os controles cambiais possíveis.

Três jogos são focados por venezuelanos no momento: World of Warcraft, Tibia e Runescape. Em todos eles, facilita muito a sua vida se você tiver bastante dinheiro – o que incentiva jogadores a comprarem moeda para conseguirem “economizar tempo”. Todos esses jogos também possuem uma base global de jogadores, o que facilita esse tipo de negociação.

Esse mercado negro de itens de jogos sempre existiu, mas sempre foi dominado pelos chineses (no Runespace e World of Warcraft) e brasileiros e poloneses (no Tibia). É novidade ver venezuelanos disputando fortemente este espaço.

Dependendo da quantia e da forma de ganhar dinheiro, venezuelanos conseguem até fazer US$ 5 por hora – o que supera, e muito, o ganho de alguma das principais profissões com diploma universitário no país, quando há emprego. E manter o dinheiro em Bitcoins ou Dólar impede que seus ganhos sejam imediatamente destruídos pela inflação.

Além disso, o fato de ganharem em bitcoin facilita uma coisa extremamente necessária na Venezuela de Maduro: importação de itens de sobrevivência básica pela internet. Os venezuelanos precisam (e muito) de itens como papel higiênico, comida e remédios.

Com Bitcoin, fica fácil comprar coisas pela internet por sites internacionais (há sites especializados nisso) e mandar entregar na Venezuela. Por ser uma moeda com pretensão global, o Bitcoin pode revolucionar como as negociações são feitas em nível global – aumentando o comércio entre países.

É uma tecnologia que, certamente, vai mudar o mundo. Vamos falar extensivamente do Bitcoin no Bitcoin Conference, o maior evento do Brasil para tratar do assunto – promovido pelo StartSe em São Paulo. Lá vamos falar das tendências desta moeda (que, dizem, pode chegar a US$ 100.00) e de como o Blockchain está mudando o mundo. Não perca.