Internet do celular vai ficar mais rápida graças à nova tecnologia do Google

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Por Paula Zogbi

7 de outubro de 2015 às 15:35 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Os celulares e tablets representam uma fatia cada vez maior do tráfego nos principais sites do mundo. A dinamização e a portabilidade contam a favor, mas a experiência de leitura pela internet móvel ainda é muito inferior ao desktop: ao sair de um aplicativo como o Whatsapp ou o Facebook para abrir uma notícia, por exemplo, o usuário pode encontrar dificuldades e até desistir da leitura. Por pouco tempo, se depender do Google.

A tecnologia Accelerated Mobile Pages (AMP) promete melhorar a experiência de links externos a aplicativos utilizando uma ferramenta que otimiza o carregamento das páginas ao utilizar menos scripts e elementos ocultos. “Se o conteúdo for rápido, flexível e bonito, incluindo anúncios atrativos e eficientes, podemos preservar o modelo de publicação da open web e o fluxo de renda tão importante para a sustentação das publicações de qualidade”, diz a página do projeto.

Mas como funciona?
A ideia é que as próprias publicações utilizem a tecnologia em suas páginas, sem dar trabalho algum ao leitor: no anúncio oficial do lançamento feito pelo Google há uma lista de parceiros noticiosos que inclui a Editora Abril, Editora Globo, Folha de São Paulo, UOL, BBC, The Economist, El País, Financial Times, The Guardian, New York Times, entre muitos outros.

Essas páginas serão convertidas a uma nova modalidade de HTML, o “AMP HTML”, que abre páginas com menos elementos ocultos – aqueles que não são vistos pelo usuário, mas dificultam o carregamento. A nova modalidade será lançada em código aberto ainda nesta quarta-feira (7): para atingir o usuário, basta que as páginas sejam programadas com essa linguagem. Os publicadores mais famosos deverão ser atualizados para atender à demanda: inclusive o WordPress já aderiu.

Outra ferramenta apresentada, compatível com o AMP, é o armazenamento de cache. Ele funciona gravando cópias das páginas no próprio servidor do Google, que possui uma entrega mais rápida. Os sites podem usar gratuita e ilimitadamente esse recurso, mas também podem escolher não aderir a ele.

Esse tipo de solução para a velocidade de navegação móvel já havia sido explorada pelo Facebook Instant Articles e pelo Apple News, mas com uma diferença: nas soluções da rede social e da maçã, o conteúdo migrava diretamente às mãos deles: a leitura era feita pelo app e não pela página da publicação. O ganho de velocidade proposto pelo Google é diferente porque não depende de nenhuma migração de conteúdo, só da adesão ao AMP HTML.

De acordo com o vice-presidente de engenharia para pesquisa do Google, David Besbris, que fez uma apresentação sobre o lançamento hoje, a ferramenta é “realmente importante” para os anunciantes: as páginas que utilizarem a nova tecnologia podem limitar algumas modalidades de publicidade, mas “fundamentalmente, elas são páginas da web – e podem monetizar através de anúncios como quaisquer outras”.