Inteligência artificial contra trabalho humano é assunto da vez em Davos

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

1 de fevereiro de 2018 às 18:55 - Atualizado há 3 anos

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Um dos maiores questionamentos da inteligência artificial é se os robôs “roubarão o emprego dos humanos”. Empresários reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos acreditam que essa não será uma realidade se as pessoas se capacitarem.

As tecnologias, de fato, influenciarão o trabalho – porque afetarão qualquer setor de nossas vidas. Não há como fugir ou até mesmo motivo para isso; a saúde está sendo impactada pela tecnologia, educação, mobilidade, comunicação, construção, advocacia…

Um estudo publicado pelos organizadores do Fórum Econômico Mundial de Davos revelou que 1,4 milhão de empregos serão afetados pelas novas tecnologias em 2026, nos Estados Unidos. O estudo também revela que 95% dos trabalhadores que serão mais impactados, se tiverem a formação adequada, poderão encontrar outros empregos.

A educação é um fator relevante em qualquer emprego e, frente às novas tecnologias, passa a ser ainda mais importante. Sem a formação adequada, o estudo apontou que 16% das pessoas poderiam ter suas chances de encontrar trabalho reduzidas.

E engana-se quem diz que são os trabalhos manuais que serão substituídos. “São as tarefas repetitivas, sejam manuais ou administrativas, que irão desaparecer”, disse Alain Roumilhac, diretivo da Manpower França.

Um dos exemplos das atividades que já estão começando a ser substituídas são as entrevistas com candidatos para empregos. O Manpower propõe aos participantes do Fórum sentarem-se diante de um computador, e na tela está a Zara: um avatar semelhante a uma mulher que faz perguntas e, através de reconhecimento facial, observa as reações dos interlocutores. Por ser um serviço automatizado, garante que as entrevistas sejam feitas mais rapidamente do que seriam com um entrevistador humano.

Já a Cisco, SAP e CA Technologies lançaram na terça-feira a plataforma Skillset, no qual as pessoas avaliam suas competências e podem adquirir novos conhecimentos. “Todos sabemos que a tecnologia criará e destruirá empregos”, disse Chuck Robbins, o diretor da Cisco.

Mas, apesar das mudanças, o centro deverá ser sempre o ser humano. “Queremos que os direitos humanos e os direitos dos trabalhadores centrem o modo em que se decide no trabalho”, disse a secretária-geral da Confederação Sindical Internacional Sharan Burrow. Burrow acredita que a regulamentação deverá ser muito clara e que haja sempre um controle humano a frente das tecnologias.

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(Via G1)

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