Hora do Código: projeto ensina programação para alunos de todo o mundo

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Por Isabella Câmara

8 de dezembro de 2017 às 15:05 - Atualizado há 3 anos

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A tecnologia está mudando diversas indústrias no mundo e, com isso, a ciência da computação está cada vez mais presente em nosso dia a dia. Numa era cada vez mais dependente do digital, programar se tornou uma habilidade tão essencial quanto aprender as disciplinas básicas na escola. Entretanto, poucas crianças e adolescente têm oportunidade de aprender na prática, porque a quantidade de escolas que incluem programação em suas grades curriculares é mínima.

De acordo com a Code.org, cerca de 90% dos pais nos Estados Unidos querem que seus filhos aprendam Ciência da Computação na escola. A realidade, porém, é outra bem diferente. Segundo essa mesma pesquisa, apenas 40% das instituições de ensino inseriram a programação em sua grade escolar.

Diante do desafio de popularizar o acesso ao ensino de programação, a Code.org criou a Hora do Código. A iniciativa começou como uma introdução à ciência da computação de 60 minutos. Ela foi idealizada para desmistificar a programação e mostrar que qualquer pessoa é capaz de aprender os fundamentos básicos e ampliar sua participação nessa ciência.

A iniciativa é gerenciada pelo Comitês de Assessoria e pelo Comitê de Revisão da Semana da Educação em Ciência da Computação e da Hora do Código. Além disso, a  Hora do Código é apoiada por diversas instituições –  entre elas a Microsoft, Apple, Amazon, Google, Facebook e Dropbox.

A Hora do Código é realizada durante a Semana da Educação em Ciência da Computação e, neste ano, foi marcada entre os dias 04 e 10 de dezembro.  Apesar das datas já definidas, qualquer educador consegue organizar uma Hora do Código no decorrer do ano utilizando os tutorias e atividades autoexplicativas da instituição.

Dezembro: mês da Almirante Grace Murray Hopper

A Semana da Educação em Ciência da Computação e, consequentemente, a Hora do Código, são realizadas anualmente em reconhecimento a pioneira da computação, Almirante Grace Murray Hopper, que fazia aniversário no dia 9 de dezembro. Na semana de seus anos, voluntários dão aulas introdutórias de programação voltadas para crianças.

A almirante Hopper foi uma das analistas de sistemas da Marinha dos Estados Unidos durante os anos 1940 e 1950. Enquanto prestava serviços à companhia, Grace desenvolveu a linguagem de programação Flow-Matic, a primeira linguagem desse tipo adaptada para o inglês. Apesar de já extinta, a Flow-Matic serviu como base para a criação do Common Business Oriented Language – COBOL –, linguagem usada até hoje em processamento de bancos de dados.

Grace Hopper foi convidada para integrar o subcomitê que desenvolveu as especificações da linguagem COBOL em 1959, em uma reunião no Pentágono. Além disso, a almirante é apontada como criadora do termo “bug”, conceito que ainda é utilizado para se referir a eventuais falhas em códigos. O termo surgiu enquanto Grace buscava resolver um problema em seu computador e, ao conseguir fazer isso, a mulher encontrou um inseto morto dentro das peças. Foi daí que nasceu o termo “bug” – que significa inseto quando traduzido para o português.

Mas por que ciência da computação?

As competências adquiridas com a programação vão além da criação de jogos, websites e sistemas. Quem têm oportunidade de conhecer esse mundo, desenvolve raciocínio lógico, criatividade, capacidade de trabalhar em equipe e pensamento sistêmico, habilidades requeridas no mundo contemporâneo. Começando cedo, os alunos terão adquirido uma base importante para ingressar no mercado de trabalho e serem bem-sucedidos nos novos modelos de negócio que estão surgindo.

Os jovens americanos mostram-se entusiasmados com essa nova competência de ensino. Alunos do ensino médio foram convidados a responder, de acordo com as decisões que planejam tomar para o futuro, qual seria o curso eles “gostam muito”, “gostam um pouco”, “não gostam um pouco”, ou “não gostam muito”. De acordo com essa pesquisa da Code.org, cerca de 54% dos jovens entrevistados se interessam, e muito, por ciência da computação. Quando comparado com outros cursos, ciência da computação só perde para artes gráficas e artes cênicas, que atingem 64% e 60%, respectivamente.

Além disso, de acordo com a Code.org, os trabalhos de programação são a fonte número 1 de novos salários nos Estados Unidos. O número de vagas de empregos nessa área, que está em todas as indústrias e presente em todo mundo, são projetadas para crescer duas vezes mais quando comparada a outros trabalhos.

Estimulada por esses fatores, a Hora do Código busca incentivar mais estudantes a se interessarem pela ciência da computação como uma possível carreira.

Como participar do projeto?

Participar da Hora do Código significa ter uma hora repleta de atividades de ciência da computação e para receber essas atividades em sua instituição de ensino basta avaliar suas necessidades tecnológicas e planejar onde serão desenvolvidas as atividades – tablets, computadores, smartphones e até mesmo na lousa –, escolher um tutorial e, por fim, programar.

Os tutoriais da Hora do Código são autoexplicativos, funcionam em todos os dispositivos e navegadores e possuem opções para diferentes idades e níveis de experiência – a partir do jardim de infância. É importante destacar que a Hora do Código também conta com atividades off-line, que estão disponíveis caso uma escola não conte com a estrutura tecnológica necessária para realizar os tutoriais.

A Hora do Código ainda oferece certificados, os quais o educador pode imprimir antecipadamente para toda a sua turma. Além disso, as instituições de ensino podem oferecer certificados especiais para os alunos que fizerem o tutorial do Minecraft.