Fundador da Ethereum diz que momento de criptomoedas lembra bolha dos anos 2000

O capital flui especulativamente para as criptomoedas para que os investidores consigam ganhar dinheiro com elas e isso acelera a adoção

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Por Da Redação

14 de junho de 2018 às 09:35 - Atualizado há 2 anos

Já ouviu falar do conceito de “bolha boa”? Basicamente, quando uma bolha financeira tem como subproduto a aceleração de um segmento da economia mesmo posteriormente do estouro da bolha. É o que aconteceu com a internet, com a bolha das dotcom em 2000 – graças a ela, temos conexões de banda larga abundantes.

Foi a bolha dos anos 2000 que permitiu que as pessoas vissem o potencial da internet. E na opinião de Joseph Lubin, co-fundador da moeda Ethereum – a segunda principal, atrás apenas do Bitcoin -, é isso que está acontecendo com o setor de blockchain neste exato momento, com dinâmicas muito parecidas.

Ou seja, o capital flui especulativamente para as criptomoedas para que os investidores consigam ganhar dinheiro com elas – já que eles veem o valor da tecnologia e não querem ficar de fora, o famoso FOMO (Fear of Missing Out). “Havia uma tremenda quantidade de criatividade destrutiva na época das dotcoms que fizeram a fundação e nos ensinou a construir uma internet efetiva e transformar a sociedade de verdade. Eu acho que a gente vai ver essa dinâmica no espaço de blockchain”, completa.

E isso ajuda no desenvolvimento rápido de várias tecnologias que demorariam anos para serem desenvolvidas se não tivesse capital em excesso. “Nos vemos setores, indústrias, cadeias de suprimentos, qualquer forma de cadeia de valor começando a construir esses sistemas colaborativos”, afirmou em uma conferência sobre o setor.

Então o excesso de capital empregado não o assusta no momento. Pelo contrário, deverá resultar em algo positivo para longo prazo. “Essa tecnologia é tão profunda, vai fazer tantas coisas especiais para os sistemas econômicos, sociais e políticos ao redor do mundo. Eu não tenho nenhuma preocupação de que o ecossistema ou a tecnologia estão em perigos reais”, termina.

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