Fim da era dos antibióticos: superbactéria pode resistir ao mais forte deles

Da Redação

Por Da Redação

31 de Maio de 2017 às 15:13 - Atualizado há 3 anos

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A saúde está em franca transformação. Por um lado, startups estão trazendo várias inovações positivas. Do outro, tivemos uma notícia péssima essa semana: uma bactéria resistente ao antibiótico mais potente já criado, a colistina, foi encontrada nos Estados Unidos pela 1ª vez.

Essa é uma grande ameaça que se desenha para os próximos anos, que é o o fim da era tradicional dos antibióticos. Isso se dá pelo fato de que o uso desenfreado de antibióticos fez com que as bactérias se tornassem cada vez mais resistentes até ao mais potente deles. A primeira bactéria resistente à colistina foi encontrada na China, em 2015. Dois anos depois, do outro lado do planeta.

A colistina só era usada em último caso, quando a infecção não responde a mais nenhum outro antibiótico. E nos Estados Unidos, ele era raramente usado. Criado em 1949, a colistina era considerada a “última linha de defesa” em vários casos – e sua resistência pode ser o fim da era do antibiótico.

A bactéria resistente foi encontrada na urina de uma mulher de 49 anos do estado da Pensilvânia, que estava com infecção urinária. O departamento de defesa americano chegou a ser acionado e determinou que essa bactéria, uma cepa da bactéria E. coli, era resistente à colistina. Ela não havia viajado recentemente, o que aumentam ainda mais os temores.

Se essa resistência se espalhar e se juntar a outras, pode-se criar infecções que não poderão ser tratadas. E, efetivamente, a medicina retornará ao patamar pré-penincilina neste aspecto. E isso é bastante preocupante, pois corre-se o risco da expectativa de vida decrescer bastante.

Mudanças na medicina

Enquanto a medicina piora drasticamente de um lado, poderemos ganhar com o avanço de tecnologia que estão surgindo e mudando a área médica. Se perdermos a habilidade de combater infecções de um lado, poderemos ganhar com uma medicina com muito mais informação e muito mais personalizada.

Duas áreas são muito promissoras. Equipamentos de Internet das Coisas poderão monitorar sua saúde com muito mais precisão, o tempo todo – podendo te alertar para todas as pequenas mudanças que você pode ter ao longo do dia e que precisam ser analisadas. Você não mais precisará tratar a doença depois de descobrir, afinal, irá ver pequenos sinais e tratará antes que ela se desenvolva. A prevenção vai ficar mais forte.

Além disso, sequenciamento genético poderá lhe ajudar a determinar uma série de doenças das quais você tem propensão a desenvolver, além de saber exatamente que tipo de tratamento poderá ser efetivo no seu corpo. Edição genético também está avançando a ponto de que, nos próximos anos, consigamos “deletar” o gene do câncer.

Para ter noção do que a tecnologia está fazendo para o setor de saúde, produzimos um e-book sobre o assunto (que você pode baixar, gratuitamente, aqui). Além disso, temos um evento em São Paulo chamado Healthtech Conference, para discutir as tendências do segmento.

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