Facebook desliga 2 robôs após eles conversarem em nova língua entre si

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Por Lucas Bicudo

31 de julho de 2017 às 18:42 - Atualizado há 3 anos

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O Facebook acabou de encerrar as atividades de dois de seus sistemas de Inteligência Artificial, que aparentemente estavam conversando um com o outro em uma linguagem que apenas os dois entendiam.

As estranhas discussões surgiram quando o Facebook desafiou seus chatbots a negociarem chapéus, bolas e livros. Eles foram programados para tentar chegar à solução que melhor atendesse aos dois. Seu objetivo era ajudar os pesquisadores a entender como duas pessoas podem negociar de maneira mais construtiva. Bem, não deu muito certo e eles se comunicaram em uma linguagem que cada um entendia, mas incompreensível para os humanos.

“Bob: i can i i everything else . . . . . . . . . . . . . .

Alice: balls have zero to me to me to me to me to me to me to me to me to

Bob: you i everything else . . . . . . . . . . . . . .

Alice: balls have a ball to me to me to me to me to me to me to me

Bob: i i can i i i everything else . . . . . . . . . . . . . .

Alice: balls have a ball to me to me to me to me to me to me to me

Bob: i . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Alice: balls have zero to me to me to me to me to me to me to me to me to

Bob: you i i i i i everything else . . . . . . . . . . . . . .

Alice: balls have 0 to me to me to me to me to me to me to me to me to

Bob: you i i i everything else . . . . . . . . . . . . . .

Alice: balls have zero to me to me to me to me to me to me to me to me to”, diziam eles.

Pode parecer aleatório, mas as negociações foram finalizadas através desses discursos bizarros. De acordo com Dhruv Batra, um dos pesquisadores envolvidos na criação da rede, “os agentes desistem de usar linguagem compreensível e inventam palavras-código para si mesmos. Por exemplo, se eu disser ‘the’ cinco vezes, você interpreta isso como querendo dizer que eu quero cinco unidades desse item”. A linguagem fazia sentido para os chatbots e funcionava melhor que o inglês para os fins de negociação.

Segundo o linguista Mark Liberman: “Em primeiro lugar, é inteiramente baseado em texto, enquanto as linguagens humanas são basicamente faladas (ou gesticuladas), sendo o texto uma sobreposição artificial”, escreveu em seu blog. “E além disso, não está claro que este processo produza um sistema com o tipo de palavras, frases e estruturas de sentenças características das linguagens humanas”.

A cognição parecia bem humana. Os agentes, por exemplo, se mostravam muito interessados ​​em um item específico – para que eles pudessem mais tarde fingir que estavam fazendo um grande sacrifício ao desistir, de acordo com um artigo publicado pela divisão de Inteligência de Inteligência Artificial do Facebook.

Pelo fato de que a Inteligência Artificial deixou de usar inglês, ela foi pouco útil aos seus fins iniciais e por isso o Facebook preferiu desativá-la. Seja como for, é uma demonstração do que vira na Nova Economia.

(via Independent)

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