eSports e gamificação: uma grande oportunidade para startups e investidores

Nesse ano, já foram 90 negócios fechados nesse mundo, que levantaram cifras na casa do bilhão

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Por Lucas Bicudo

18 de setembro de 2017 às 17:58 - Atualizado há 2 anos

Startups que estão fazendo um belo trabalho com gamificação, desenvolvendo novos jogos, ou suportando a operação dos eSports estão cada vez mais atraindo a atenção dos investidores.

Gostaríamos de te fazer um convite antes de começar: conhecer a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes. Demos também início a uma série de matérias para cobrir o que está acontecendo de mais quente nesse mundo. Começamos com a performance dos “Atletas Alternativos”, depois foi a vez dos “Megaestádios”, seguimos com a relação entre “estrelas da NBA, o Vale e as startups” e chegamos nos investimentos do Facebook em direitos de transmissão.

No segundo trimestre de 2017, as startups de eSports atingiram um recorde de negócios trimestrais de 35 investimentos, que totalizaram uma quantia de US$ 873 milhões – o segundo maior valor de investimento no período desde 2013.

Estamos falando de empresas de software e hardware que desenvolvem tecnologias relacionadas a jogos de computadores e consoles. Essas tecnologias vão desde o desenvolvimento de games, até aqueles que oferecem cobertura de torneios profissionais.

Nesse ano, já foram 90 negócios fechados nesse mundo, que levantaram cifras na casa do bilhão – acima dos números de todo 2015 (84 negócios, no valor de US$ 942 milhões). No ritmo atual, as ofertas deverão atingir um novo recorde: 136 negócios, totalizando US$ 1,9 bilhão transacionados e um aumento de 64% no volume de acordos e 23% no valor de investimentos em relação ao ano passado.

Em 2017, o maior investimento até agora foi para a unicórnio Sea. A startup opera uma plataforma de jogos online em toda a região do Sudeste Asiático, focada nas atividades de criação, localização, desenvolvimento de comunidades de usuários e atividades de eSports. A Sea também opera uma plataforma separada de e-commerce, bem como uma plataforma de serviços financeiros digitais. O acordo que a conferiu esse título aconteceu no segundo trimestre do ano: US$ 550 milhões de Série E, liderados pelo Farallon Capital Management e Hillhouse Capital Management, a um valuation de US$ 3,75 bilhões. Desde 2008, a startup captou um total de US$ 772 milhões.

Outros cases que merecem destaque são: DouyuTV, uma plataforma de transmissão ao vivo para videogames; e DraftKings, uma plataforma de Daily Fantasy Sports (DFS). A primeira levantou uma rodada de Série C de US$ 226M, liderada pelo Qingdao Phoenix Capital e Tencent Holdings, enquanto a segunda captou US$ 100 milhões de Série E da Eldridge Industries.

Para ter uma noção dos números que esse mundo movimenta, separamos os 5 maiores eSports da atualidade e quanto eles premiam em média por campeonato. Dota 2, o primeiro colocado, costuma pagar aproximadamente US$ 33 milhões para os vencedores de algum de seus 80 torneios oficiais. O segundo lugar, Counter-Strike: Global Offensive, paga em média aproximadamente US$ 12 milhões para a equipe que vencer algum de seus 569 torneios oficiais. Logo em seguida vem League of Legends, que premia em média cerca de US$ 6,5 milhões por campeonato – são 82 oficiais. Em quarto lugar aparece Call of Duty: Infinite Warfare. Os valores são de US$ 4 milhões em premiação, através de 69 torneios. Por fim, temos StarCraft II, que chega a cifras de US$ 2,3 milhões, com 432 torneios oficiais.

Missão The Future of Sports

Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s. quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? O departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério. A metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Acesse e não deixe de participar.

(via CBInsights)

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