Eleição digital: americanos poderão votar via blockchain em novembro

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

10 de agosto de 2018 às 10:40 - Atualizado há 2 anos

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Os Estados Unidos usam dois tipos de urnas em suas votações eleitorais – as que utilizam papel e as eletrônicas. Porém, mesmo com a urna eletrônica, quem não estivesse em seu estado no momento da votação teria que se abster do voto (que não é obrigatório).

Há uma grande discussão sobre a segurança das urnas eletrônicas nos Estados Unidos e até aqui, no Brasil, onde o método é o único utilizado. Agora, especialmente os soldados americanos que são cidadãos permanentes e estão longe de seu estado terão uma alternativa para votar de onde estiverem: a blockchain. A blockchain é uma plataforma aberta e criptografada criada para realizar transações entre criptomoedas, mas que hoje é possível realizar contratos inteligentes e registrar dados de todas as naturezas.

A iniciativa foi idealizada pelo Secretário de Estado de West Virginia, Mac Warner – e ele insiste que o método utilizado é seguro. Os soldados poderão usar o próprio celular para votar, e os votos serão registrados automaticamente na blockchain.

Os soldados realizarão as votações pelo aplicativo Voatz. Para garantir a segurança do voto, os cidadãos terão que enviar uma foto de um documento com foto emitido pelo governo e gravar um “vídeo selfie” mostrando diversos ângulos do rosto. O sistema de reconhecimento facial irá liberar o voto para o cidadão caso corresponda com os dados já existentes. Assim que o voto é realizado, o Voatz o torna anônimo e os registra na blockchain.

Por ser uma plataforma transparente e criptografada, a blockchain pode auxiliar no combate à fraudes, mas há quem ainda está hesitante quanto sua efetividade. “Votos pelo celular são uma ideia horrível”, disse Joseph Lorenzo Hall, chefe de tecnologia no Center for Democracy and Tecnology, nos Estados Unidos, à CNN. “A votação pela internet nos celulares horrivelmente inseguros das pessoas, junto às nossas redes e servidores horríveis, tornam muito difícil proteger os votos sem um registro em papel físico”.

No entanto, a técnica tem se mostrado eficaz – oficiais do governo testaram o Voatz em dois condados durante a eleição primária no início deste ano com o apoio financeiro da Tusk Montgomery Philanthropies. Também foram realizadas quatro auditorias em vários componentes da ferramenta, incluindo a nuvem e a estrutura da blockchain, e nenhum problema foi encontrado.

Ainda assim, cada município poderá decidir se adotará o uso do aplicativo em novembro, segundo o que Michael L. Queem, vice-chefe de gabinete de Warner, disse à CNN. O Secretário de Estado Mac Warner possui um histórico de investir em eleições mais seguras – no início deste ano, ele arrecadou US$ 6,5 milhões em investimentos federais para financiar equipamentos, cybersegurança e treinamentos.

Primeiro país a usar a blockchain

Essa não é a primeira vez que a blockchain é usada em eleições – a Serra Leoa utilizou a tecnologia em março deste ano nas eleições presidenciais do país. Lá, a votação aconteceu de forma diferente e ainda contou com cédulas de papel.

No país, os cidadãos registravam seus votos nas cédulas e colocavam o papel em uma urna – como em uma votação convencional. A diferença é que a empresa suíça Agora recolhia as folhas e as contabilizavam de forma anônima, aberta e criptografada na blockchain.

O time responsável pelos registros foi vigiado de perto por Leonardo Gammar, CEO da empresa, e a identidade dos eleitores era checada pelo Comitê Eleitoral Nacional da Serra Leoa. Saiba mais como foi essa votação!