É hora de inovar, não de olhar para trás

Da Redação

Por Da Redação

17 de agosto de 2016 às 11:22 - Atualizado há 4 anos

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*Por Alexandre Rodrigues

A vida de startups e pequenas empresas não é nada fácil, ainda mais em mercados onde a cada dia surgem novas ideias e tudo se reinventa com certa frequência e facilidade. Desenvolver um bom produto com pouco dinheiro é um grande desafio, mas a situação é ainda mais complexa quando você deseja entrar em um segmento já consolidado por grandes players e que opera há décadas em formatos tradicionais.

Isso não significa que “tudo já existe” e não deve ser uma barreira de entrada para que você crie algo novo e desenvolva seu produto focado em apenas uma coisa: entregar uma solução que resolva problemas reais da vida de milhares ou milhões de pessoas. Entenda a maneira com que as coisas “sempre foram feitas”, mas dedique-se exclusivamente a entender e resolver os problemas vividos no dia a dia pelo seu cliente.

Volte 10 anos no tempo. Uma década apenas, não é muito tempo, certo? E ainda assim produtos que hoje fazem parte do seu cotidiano não estavam nem pensando em surgir. A comunicação com seus amigos via celular era feita majoritariamente por sms e não via Whatsapp. Para chamar um táxi, por exemplo, você deveria ligar em uma central ou acenar para o primeiro que passasse, sem contar com alternativas como 99 ou EasyTaxi. Uber, nem pensar. E no fim da noite, se quisesse ver um filme com amigos, a única solução era ir a uma locadora e escolher entre as melhores opções disponíveis, sem a flexibilidade e a facilidade oferecida de forma econômica pelo Netflix.

Todas estas empresas, hoje, valem bilhões de dólares pois tiveram a coragem de inovar em setores já consolidados e com grandes players, como comunicação, transportes e cinema, com foco exclusivo em como as coisas deveriam ser, esquecendo como haviam sido feitas até então.

A inovação não está presente apenas em novos nichos. Ela deve estar presente em todos os setores, por mais tradicionais ou consolidados que sejam, e deve ser pensada e repensada em todos os aspectos de nossa vida. Não deixe que o status quo e uma série de pessoas lhe dizendo que “sempre foi feito assim”, sejam barreiras para que você acredite em algo e desenvolva uma solução melhor do que as atuais. Esqueça o “mercado” e foque exclusivamente em seus clientes e nos problemas que eles têm e procure desenvolver soluções melhores do que as que sempre tiveram.

No setor de viagens corporativas não é diferente. Tudo ainda é feito como se fosse 1998. No meu dia a dia, por exemplo, visito dezenas de empresas regularmente para conhecer seus sistemas e soluções atuais e me deparo sempre com as mesmas coisas. Atendimento off-line, por telefone e e-mail, demorando dias ou semanas para entregar o que poderia ser feito em poucos minutos. Muitos organizadores apenas indicam uma agência oficial e recomendam a seus participantes que liguem ou escrevam para seu SAC a fim de conhecer as “tarifas promocionais”. Trata-se de um mercado bilionário, onde o processo de compra e vendas é o mesmo há décadas e muitas coisas são resolvidas dentro de uma zona de conforto, simplesmente porque “sempre foi assim”.

É importante criar, aprender e acreditar. Procure encontrar o problema e resolvê-lo. Entregue o que seus clientes realmente querem e interaja com eles. Não ache que porque algo “já existe” ou porque sempre foi feito de uma determinada forma que não pode ser melhorado. Quase 100% das vezes, a verdade é o oposto, e os produtos que serão utilizados em 10 anos estão sendo criados agora. Dê o primeiro passo e inove sem olhar para trás.

*Alexandre Rodrigues é CEO e fundador da Evnts, plataforma tecnológica de reserva de hotéis para eventos e grupos. É formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de fundar sua startup, trabalhou na OFEX, empresa de organização de eventos.

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