A Disney se retirar do Netflix mostra que TV à cabo só vai mudar de nome

Da Redação

Por Da Redação

9 de agosto de 2017 às 12:14 - Atualizado há 3 anos

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O dia em que você assinou o Netflix, provavelmente foi um espanto: por apenas R$ 14,90 você tinha uma infinidade de opções. Séries, séries, séries, filmes, filmes, filmes. E, para dizer a verdade, provavelmente apenas uma quantidade ínfima dessas opções era produzida pela própria empresa.

Normalmente, você via as produções de outras grandes da TV mundial, como Fox, Disney, Warner Bros, AMC… esses dias estão acabando. A cada dia que passa, o mercado se inunda com mais e mais opções de serviço de streaming, cada um com seus diferenciais (suas séries favoritas!). Desta vez, é a Disney que ameaça largar o Netflix e montar o seu próprio serviço.

Já existe Fox Premium, Hulu, Amazon, Netflix, Globoplay, HBO GO… são várias opções para você escolher. E geralmente o consumidor ou escolhe apenas um (e pirateia o resto pontualmente, err) ou escolhe todos! Não é essa a mesma lógica da TV à cabo? Um monte de opções fechadas que você contrata ou não.

Afinal, as principais operadoras de TV à cabo já possuem serviços de streaming por conta própria. A era da TV linear (que tem programação, horário) está acabando, mas a fragmentação do conteúdo está só piorando. E o modelo de monetização de assinatura se mostrou muito bom.

Mas ele não é novidade com o Netflix, nunca foi. A HBO já opera assim há anos. E inclusive sempre teve conteúdo externo em sua programação/serviço de streaming. Tanto que Reed Hastings, CEO do Netflix, disse uma vez que precisava que sua empresa se tornasse o HBO antes que o HBO se tornasse o Netflix. O mais bizarro desta história é que ambas as empresas conseguiram: a Netflix hoje é um HBO, produz um conteúdo excelente, mas não detém mais o monopólio de serviço de streaming.

Atualmente, ela é vendida até mesmo como PARTE do pacote de… operadoras de TV à Cabo! Só que ser um monopólio do streaming é o que realmente trazia valor à operação. Agora que todas as empresas produtora de conteúdo querem montar seus serviços de streaming, não vai demorar até que se monte pacotes tão caros quanto a TV à cabo é hoje.

O fenômeno do “cord-cutting” (trocar sua TV à cabo por streaming) é real no mundo, mas não vai representar uma economia se a fragmentação continuar (e a monetização não for direta pela teu conteúdo, como é quando existem propagandas). Só vai mudar de nome se todas as empresas montarem seus próprios serviços de streaming.

O Netflix é uma companhia de muito potencial e que vem crescendo forte (embora sua dívida preocupe muita gente), mas pode não ser a solução para economia que muita gente sonhou no passado. Pode, no fim, virar uma entre outras tantas. Uma grande de TV à cabo pode ganhar muito se for inovadora e consolidar os serviços de streaming em um único pacote.

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