Conheça o CRISPR, uma ferramenta de edição de DNA que revolucionará a saúde

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Por Isabella Câmara

12 de março de 2018 às 07:27 - Atualizado há 3 anos

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Isis Eich, co-founder da Iearth Crowd, explora a biologia sintética e biohacking com foco em educação e empreendedorismo. Durante o HealthTech Conference, a especialista em biotecnologia contou tudo sobre o CRISPR, uma nova ferramenta de edição de genoma que revolucionará o setor da saúde. “O CRISPR é uma tecnologia que permite que pesquisadores editem parte do genoma de um indivíduo. É como se estivéssemos hackeando a célula”, explica.

Com a tecnologia, é possível realizar terapia genética, na qual o CRISPR remove o DNA de um vírus dentro de células humana e o modifica; desenvolve o melhoramento genético, projetando humanos com características melhoradas; ou até mesmo grava informações na célula como um hard drive. A taxa de sucesso – ou seja, a quantidade de células modificadas pela técnica -, é significativamente maior do que as obtidas por outras tecnologias.

Recentemente, de acordo com a especialista, surgiu o CRISPR 2.0. Diferente do tradicional, que faz um corte na duas fitas da dupla hélice do DNA, a nova variedade da tecnologia é uma versão mais precisa da ferramenta de edição de DNA que pode reparar segmentos ainda menores do genoma de uma pessoa.

O genoma humano contém seis bilhões de letras de DNA, ou bases químicas conhecidas como A, C, G e T. A edição do CRISPR 2.0 é capaz de alterar uma única dessas letras de cada vez sem fazer quebras na estrutura do DNA. “Pensem no CRISPR como um texto. Com a tecnologia convencional, você teria que substituir o parágrafo inteiro caso precisasse mudar algo. Já com essa nova maneira, você consegue editar apenas  o que deseja. As vezes só uma letra trocada causa uma doença, e com o CRISPR 2.0 você consegue trocar apenas essa letra e consertar uma mutação pontual”, explica.

Essa nova maneira de tratar doenças, de acordo com a especialista, já conseguiu suprimir a anemia falciforme e a hemacromatose hereditária. Segundo Isis, todas essas alterações modificaram apenas a sequência desejada e não causaram nenhuma mutação além da prevista. Além de ser uma nova maneira de tratar doenças, o CRISPR democratiza a ciência para pessoas que não tem conhecimento na área e atinge outros objetivos, como o aumento da longevidade.

De acordo com a especialista, 2018 é considerado o ano da terapia genética – principalmente quando relacionada ao CRISPR. “Com essa tecnologia conseguiremos criar uma medicina personalizada, ativar e cortar genes, tratar a Doença Huntington, a Distrofia Muscular, o Câncer e Doenças autoimunes”, conta.