Companhia pequena arrecada US$ 23 milhões para competir com Microsoft e Facebook

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Por Lucas Bicudo

7 de abril de 2016 às 12:51 - Atualizado há 4 anos

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Enquanto gigantes como Microsoft e Facebook começavam a anunciar os chat bots como a próxima grande plataforma do futuro, uma companhia independente vinha trabalhando na surdina, pelos últimos dois anos neste tipo de tecnologia. E agora, ela arrecadou US$ 23 milhões de investimentos para sua assistente pessoal chamada Amy Ingram.

A inteligência artificial da x.ai, companhia por detrás do bot, é responsável pelo agendamento de reuniões para executivos com rotinas agitadas. Para usá-la, usuários terão que linkar seus calendários profissionais no corpo do e-mail que irá marcar a reunião e colocá-la em cópia com o endereço amy@x.ai. A partir daí, não se preocupe. Quem comanda as ações para organizar o melhor dia e lugar para o seu encontro é a nova assistente pessoal.

A x.ai declara que alguns elementos da Amy ainda estão em beta teste, mas o produto já atingiu um nível de realismo absurdo, capaz até de enviar flores e chocolates para os clientes que a IA julgou serem necessários. Seu lançamento está previsto para o fim do verão americano e terá uma estratégia de mercado parecida com a de outras plataformas como Dropbox e Slack.

O CEO Dennis Mortensen conversou com o site Business Insider e disse que a companhia esteve fora do radar nesses últimos dois anos para acelerar exclusivamente a sua posição de vantagem em um mercado quase que recém-nascido.

Mortensen explica que a pergunta mais frequente entre seus investidores, no momento em que foi atrás de dinheiro para levantar a companhia, foi: o que você fará quando o Google lançar uma assistente pessoal com sua própria IA e de graça?

“Quem criar o melhor assistente pessoal virtual disponível, certamente irá controlar o mercado. Se existir 10 inteligências artificiais disponíveis e os executivos fizerem com que elas conversem entre si, provavelmente não veremos bots que estarão trabalhando com seu potencial máximo”, diz o CEO.

“Nós demos o salto de fé antes de qualquer companhia prestar atenção nesse mercado. Hoje nos encontramos em nossa adolescência, enquanto todos continuam engatinhando” completa.