Como serão as tecnologias imersivas no futuro dos esportes?

Todos os dados imagináveis estarão sobrepostos na ação ao vivo

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Por Lucas Bicudo

2 de outubro de 2017 às 18:28 - Atualizado há 2 anos

Como serão as tecnologias imersivas no futuro dos esportes? Esse é mais um tema abordado no relatório The Future of Sports, de Po Bronson, renomado escritor americano, e mais um timaço de futuristas.

Mas antes de começar, gostaríamos de te fazer um convite: conhecer a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes. Demos também início a uma série de matérias para cobrir o que está acontecendo de mais quente nesse mundo. Começamos com a performance dos “Atletas Alternativos”, depois foi a vez dos “Megaestádios”, falamos sobre a relação entre “estrelas da NBA, o Vale e as startups”, sobre os esforços do “Facebook com direitos de transmissão” e chegamos às “camisetas da NBA munidas de Internet das Coisas”.

Realidade virtual e realidade aumentada: as pessoas gastarão quantidades cada vez mais significativas de suas vidas dentro desses ambientes. O Goldman Sachs prevê que esse mercado valerá US$ 85 bilhões até 2025. O Digi-Capital é ainda mais otimista, prevendo que chegará a US$ 150 bilhões até 2020. Essas tecnologias estão sendo vendidas como revolucionárias.

12 milhões de headsets de realidade virtual foram vendidos 2016. Os números para esse ano são ainda mais entusiasmantes. Todo mundo que compra um Samsung 7 ganha um desses gadgets. São mais de 200 mil desenvolvedores desse tipo de conteúdo. A expectativa é que até 2020 sejam vendidas 160 mil unidades de VR headsets – 65 milhões serão durante o ano em questão. Para efeito comparativo, o Playstation 2 vendeu 155 milhões de unidades. Em compensação, 1,6 bilhão de casas possuem televisão. Apesar do hype e das grandes expectativas de tornar a tecnologia mainstream até lá, essas plataformas serão bem parecidas com os videogames hoje em dia: você pode não ter um, mas certamente um amigo terá.

O conceito de streaming de vídeo é uma porta de entrada para quem quer se aventurar com realidade virtual. 7 dos 10 melhores aplicativos Gear VR são conteúdo de vídeo e a retenção diária de usuários que consomem esse formato é de 80%. Ótimos números, não? Eles vão chegar aos esportes, mas quais em particular? Esse senso transformador de “estar lá” só acontece quando a ação está a poucos metros da câmera, como no boxe e no MMA. O streaming em realidade virtual acaba ficando 2D quando a ação está longe, como em um campo de futebol.

De cada maneira que você agora usa seu smartphone para consumir esportes, você também usará AR. Você irá abrir páginas da web e tocar em aplicativos – as telas retangulares flutuam no ar. Quando o jogo estiver acontecendo, você pode abrir uma transmissão ao vivo e fixá-la para o lado ou ampliá-la para uma tela de 90 polegadas. Os óculos usam lasers para projetar a luz diretamente em sua retina: a imagem será perfeita. O melhor de tudo, você pode criar uma tela e depois compartilhá-la com os amigos.

A experiência de ir ao estádio será profundamente transformada:

Todos os dados imagináveis estarão sobrepostos na ação ao vivo. Digamos que você esteja em um jogo de baseball. Você terá a possibilidade de ver estatísticas de rotação defensiva, velocidade de passo e velocidade da massa. À medida que um batedor estiver aquecendo, seus destaques estarão disponíveis. Você terá seu próprio dispositivo de replay: levante dois polegares e o destaque é publicado nas redes sociais.

Em 2025 é onde a verdadeira convergência acontece…

À essa altura, as distinções entre realidade aumentada e virtual serão insignificantes. Os dispositivos irão convergir e serão multifuncionais. Suas vastas capacidades para misturar a visão natural e sintética farão com que repensemos tudo – das normas sociais da interação humana à forma como os espaços privados e públicos são projetados e navegados. Novos esportes inevitavelmente surgirão, que serão projetados para testar o desempenho dos atletas em todo o espectro da realidade mista. Em 2025, usaremos “lentes de contato inteligentes”.

A experiência dos esportes será insana. As câmeras mudarão de vídeo esférico para vídeo volumétrico, permitindo que você altere o seu ponto de vista para qualquer ângulo durante a ação ao vivo. Você será capaz de vivenciar aquela roda de concentração pré-jogo, entender a trajetória da bola em um chutaço no ângulo e participar efetivamente da comemoração de um título.

Missão The Future of Sports

Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s, quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? o departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério. A metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Acesse e não deixe de participar.

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