Como a China se transformou em uma potência de tecnologia e inovação

Da Redação

Por Da Redação

22 de janeiro de 2018 às 13:24 - Atualizado há 3 anos

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O Vale do Silício foi, pelas últimas décadas, a região mais inovadora do planeta. Pela primeira vez, porém, ele possui um rival que está praticamente no mesmo nível de inovação: a China. O gigante asiático se transformou em uma fábrica de inovações em várias áreas, tanto nas áreas mais comuns (hardware e software) como biotech e outras diversas.  

São mais de 90 startups unicórnio – ou seja – com valuation superior à marca de US$ 1 bilhão, segundo país com mais empresas do tipo (atrás apenas dos Estados Unidos). Além disso, suas três principais empresas de tecnologia se transformaram em gigantes que são comparáveis com as companhias do ocidente. Uma delas, a Tencent, tem um aplicativo tão poderoso dentro da China que causa inveja até mesmo no Mark Zuckerberg.  

Trata-se do WeChat, basicamente um aplicativo que concentra vários em um só. Pense nas funcionalidades do WhatsApp, iFood, Uber, Facebook, 99, Spotify, Nubank, Stripe, PagSeguro e Tinder. Agora coloque em uma única caixinha verde.  Esse é o poder do WeChat, o maior exemplo de inovação chinesa.  

Mas ele não está sozinho: a fabricante de hardware Xiaomi se tornará a startup mais valiosa da história ao fazer um IPO de US$ 100 bilhões antes de encontrar um modelo de negócios escalável e repetível e Didi Chuxing é tão grande quanto o Uber. Aliás, o único unicórnio brasileiro (99) só se tornou unicórnio por causa de investimentos da Didi.  

Isso para não falar de Alibaba e Baidu, outras duas empresas que possuem bilhões de dólares de resultados e lucros. “Nos próximos cinco anos teremos mais inovações e invenções na China, em Pequim, do que no Vale do Silício”, afirmou Travis Kalanick, ex-CEO do Uber. Na época em que ele comandava a startup, a China era um mercado-chave – mas que ele teve que abandonar, pois a Didi era muito mais eficiente.  

A grande transformação da economia chinesa  

No início da década de 1990, a China estava muito atrás do Brasil em termos econômicos. Em 1990, o PIB brasileiro foi de US$ 460 milhões, enquanto o chinês era de aproximadamente US$ 360 milhões. De lá para cá, a economia chinesa se transformou, conforme o governo chinês aprofundava reformas econômicas necessárias.  

Em 2016, ano dos últimos dados comparáveis, o PIB chinês já estava em US$ 11,1 trilhões, enquanto o Brasil ostentava US$ 1,7 trilhão neste mesmo indicador. Neste período, a economia chinesa foi se transformando de maneira exponencial! E foram vários os momentos distintos desta caminhada… 

Primeiro, passou por um período em que a mão de obra era absurdamente barata – e isso fazia com que as empresas se instalassem lá. O “mito” do chinês que recebe quase nada para uma jornada de trabalho de 23 horas iniciou-se aí. Só que o investimento em educação permitiu que a produtividade do chinês aumentasse e os salários também – atualmente, o trabalhador chinês médio recebe mais do que o brasileiro comum.  

Depois, a economia chinesa virou uma grande consumidora de commodities (inclusive as brasileiras) e construção de infraestrutura. Milhares de prédios, ferrovias, portos e estradas surgiram na China neste momento, enquanto as fábricas continuavam cada vez maiores (impulsionadas pelos ganhos de produtividade). Isso também acabou, recentemente. 

Agora, a China começa a se adaptar à Nova Economia, muito mais centrada em serviços e compartilhamento de ativos do que antes. Por isso, o governo tem investido grandes quantias de dinheiro para fortalecer o setor de tecnologia – que é chave para essa transformação. Esse é o grande “mandato” do atual líder do país, Xi Jinping.   

E o empreendedorismo é chave para isso: cada vez mais chineses se interessam em abrir novos negócios. Em 2015, 12% dos estudantes da Universidade de Pequim abriram ou trabalharam em startups – contra apenas 4% em 2005. É um mercado gigantesco, com mais de US$ 70 bilhões em investimentos e 530 milhões de celulares disponíveis.  

Governo tem um papel central 

O governo é um ponto interessante a respeito da China. O brasileiro tem um trauma muito grande a respeito em um assunto: governo. Aqui, parece que o governo está empenhado em atrapalhar o desenvolvimento em todos os momentos, com regulações malucas, leis proibitivas, impostos elevados, instabilidade gigantesca e uma vontade de culpar o empreendedor por tudo que acontece de errado.  

Na China, porém, o contrário acontece. O governo ajuda, de verdade. Tendo em vista o que acontece no Brasil, é até estranho escrever ou ler uma coisa dessas – mas a verdade é que a China acertou a mão quando se trata de impulsionar o empreendedorismo. O governo central chinês é estável e previsível, enquanto aqui surgem coisas malucas vindas de Brasília todos os dias.  

A regulação do setor de tecnologia apoia a inovação e o governo tem uma política de investimentos pesada em vários setores apenas para incentivar o desenvolvimento (são US$ 150 bilhões em investimentos só no setor de semi-condutores, por exemplo, até 2025). É um grande investimento sobretudo para ultrapassar os Estados Unidos como player dominante neste segmento – e fazer da China, não o Vale do Silício, o maior driver para desenvolvimento da tecnologia da economia mundial.  

Um dos papéis do Estado chinês foi desenvolver o sistema de ensino para permitir que o país tivesse uma coisa muito importante para qualquer ecossistema: pessoal. Em um movimento parecido com Japão e Coreia do Sul nas últimas décadas, a China desenvolveu uma rede gigantesca de trabalhadores e empreendedores aptos. Com uma população de cerca de 1,3 bilhão de pessoas, achar talentos para serem nutridos é fácil. Resultado? A China tem um fluxo imenso de bons nomes para o setor de tecnologia e inovação.  

Esse poder de pessoal é o que atrai as empresas ocidentais atualmente. “As pessoas acreditam que as grandes companhias vão para China por causa da mão de obra barata. Isso é mentira. A China deixou de ser barata há anos. As grandes companhias vão para a China por conta da qualidade dos trabalhadores chineses”, disse Tim Cook, CEO da Apple. “Eles possuem um sistema de ensino que eu acredito que seja a causadora disso”, destaca.  

Um “lago” 

Talvez a melhor definição do ecossistema chinês é que ele é um “lago”, influenciado pelo grande oceano de aplicativos e startups do resto do mundo, mas não dependente dele. Por lá, não existe Facebook ou Google – mas WeChat e Baidu nasceram para poder preencher essa lacuna. Só que este lago está cada vez mais global.  

As empresas chinesas, sobretudo na área de fintech, estão começando a sair da China – e atacar, principalmente, o sudeste asiático. Não demoram para chegar no Brasil, porém. É válido lembrar que o investimento da Didi é que fez com que a 99 se transformasse no primeiro unicórnio brasileiro. Deveremos ver o apetite das empresas chinesas crescer e vir para nosso próprio ecossistema nos próximos anos.  

Visite a China  

Existe uma enorme oportunidade agora para nosso País estreitar os laços com a China e desenvolver uma relação benéfica para ambos. O ecossistema de inovação nacional pode ser muito impactado por isso e crescer exponencialmente. É hora de conhecer e estabelecer essas parcerias. 

Em maio a StartSe promoverá uma Missão para a China, entre os dias 21 e 26. Lá, conheceremos os ecossistemas de Pequim, Shenzen e Xangai – as três cidades mais relevantes para a inovação e tecnologia em território chinês. Trata-se de uma oportunidade ímpar, com vagas limitadas.  

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