Como as concessionárias irão vender carros em 2022?

Pesquisas mostram que muitas concessionárias vão fechar, e as que sobreviverem terão que se reinventar para os novos consumidores

Victor Hugo Bin

Por Victor Hugo Bin

26 de julho de 2018 às 17:54 - Atualizado há 2 anos

Como se compra um carro hoje em dia?

Você provavelmente já fez ou viu um processo assim:

A pessoa sai de casa e vai até uma concessionária. Um vendedor super-simpático te atende pronto para mostrar os mais diversos modelos.

Alguns baratos… outros nem tanto…

Motor 1.0, 1.4, 1.6… ar condicionado, direção hidráulica… enfim.

Você pode até fazer um test drive e pronto, o carro é seu.

Esse modelo de varejo automobilístico está tão defasado que o modelo atual de venda de veículos terá um fim em breve.

E uma pesquisa feita pela KPMG mostrou que um quarto (25%) de todas as concessionárias do Reino Unido fecharão as portas.

E por coincidência ou não a Mercedes-Benz estima que até 2022, 25% das vendas de veículos novos e usados serão concluídas de forma online.

Gasta-se muito com aluguel de espaço, seguro para os vários veículos que ficarão lá expostos sem garantia de venda.

Para o consumidor que já tem uma ideia do carro que quer comprar, acaba sendo algo estressante o deslocamento até uma concessionária…

A tratativa com os vendedores, a parte burocrática e pegar o carro de verdade depois de vários dias para recebê-lo.

Enquanto que no Brasil 90% dos vendedores de carros são de concessionárias físicas e apenas 10% utilizam a internet, análise de dados e encantamento de clientes para realizarem suas vendas.

Nos Estados Unidos essa proporção é inversa: 80% utilizam a internet e apenas 20% são vendedores físicos.

Muitas marcas hoje, por exemplo, já trabalham com pré-venda ou reserva pela internet.

Se você não fizer questão de ver o carro pessoalmente, basta ir na concessionária para retirá-lo.

A Audi foi além, criou um óculos 3D para você ver o carro inteirinho sem precisar ter um carro físico na sua frente.

Se gostar do que vê, só comprar o veículo e pronto. Ele chega direto na sua casa.

Na Espanha um homem chamado Raul Escolano postou a hashtag #comprarumcarropelotwitter e a Nissan entrou em contato com ele.

Toda a transação foi feita via rede social.

Fonte: Auto Esporte

Alguns especialistas e futuristas do setor automotivo acreditam que se as concessionárias não morrerem, no mínimo ficarão de cama.

Pelo menos se elas continuarem do jeito que estão.

A experiência do cliente de ver o carro, tocar nele e ver todos os detalhes de perto ficará restrito a poucas lojas conceito ou grandes eventos do setor.

Uma gigante do varejo chinesa está testando uma nova forma de comprar carros em parceria com a Ford:

Fonte: Futurism

A empresa chinesa pretende ao longo deste ano abrir instalações em que as pessoas possam tirar seus carros elétricos sem depender de vendedores.

E só ir, pegar e levar.

Os clientes pelo Taobao vão escolher um carro pelo aplicativo e tirar uma selfie.

Depois é só ir a uma dessas grandes máquinas, um reconhecedor facial irá identificá-lo de acordo com a selfie e você sai na hora com o veículo.

Por ele ser um modelo elétrico é mais fácil; você sai com um carro com 100% de carga cheia.

E tem até 3 dias para testar o veículo.

Se gostar, é só finalizar a compra… se não você volta lá e retira outro veículo para teste.

Simples assim.

Uma pesquisa feita pela Deloitte com 4 mil compradores de veículos perguntou se eles achavam “eficiente e satisfatório” a atual experiência de compra.

E apenas 17 disseram que estavam.

Não estamos falando de 17 por cento das pessoas, 17 pessoas mesmo.

As outras 3.983 simplesmente estavam insatisfeitos com o modelo de varejo automotivo tradicional.

O modo de compartilhamento de veículos, serviços como Uber e até mesmo os carros elétricos estão tornando a experiência do comprador mudar completamente.

Talvez ele não precise de um carro para TODOS os momentos. E sim só para alguns.

Alugar veículos possa ser mais interessante do que comprar um.

E isso fará o número de veículos cair consideravelmente.

Ou seja, o principal ganho da concessionária cairá por terra.

Fonte: Época Negócios

Fonte: Economia IG

Uma pesquisa da PWC aponta que 64% dos novos consumidores de carros têm o costume de usar serviços de carona e estão dispostos a compartilhar seus veículos.

A pergunta que talvez você esteja se fazendo seja: as concessionárias irão acabar?

A melhor resposta no momento é: ainda não. Mas ela precisará se reinventar imediatamente.

Com novos produtos totalmente elétricos chegando…

Toda uma nova geração de pessoas que veem o veículo e a necessidade de comprar um de uma forma totalmente diferente das outras gerações.

E o compartilhamento de veículos sendo cada vez mais e mais utilizado pelas pessoas…

O que o atual modelo de negócio das atuais concessionárias precisarão fazer para se reinventar?

O compartilhamento de veículos farão várias delas fecharem as portas?

Como será o novo varejo automobilístico com as novas tecnologias e a internet das coisas? Os vendedores irão precisar entender de Big Data e Machine Learning para venderem seus carros pela internet?

Para responder a essas e outras perguntas desse setor…

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