Co-fundador da Uber está criando criptomoeda que “resolverá 3 problemas do Bitcoin”

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

2 de março de 2018 às 13:10 - Atualizado há 3 anos

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As criptomoedas são tão polêmicas quanto a Uber quando surgiu no mercado. Com o tempo, a Uber tornou-se um sucesso e seu modelo de negócios foi popularizado praticamente no mundo inteiro. Ainda é cedo, no entanto, para saber se o mesmo acontecerá com as criptomoedas, mas é no que Garrett Camp, co-fundador da Uber, está apostando.

A criptomoeda criada por Camp será chamada de Eco. O empreendedor deseja que a criptomoeda torne-se global, sendo usada como forma de pagamento em transações realizadas diariamente em todo o mundo.

Inicialmente, o trilhão de Ecos disponíveis serão distribuídos. 50% dos tokens estarão disponíveis para o primeiro bilhão de usuários verificados na plataforma, criando uma grande comunidade; 20% para universidades (que terão o papel fundamental de verificar os nós da blockchain); 10% continuará com a Eco Foundation para financiar operações; 10% serão distribuídos para contribuintes e conselheiros do projeto. Os 10% restantes serão realocados para parceiros estratégicos em todo o mundo.

A Eco será uma criptomoeda criada pela The Eco Foundation, uma organização independente e sem fins lucrativos, para “desenvolver uma criptomoeda global distribuída e robusta”. “A Eco foi criada com a crença que criptomoedas efetivas possuem o poder de melhorar o controle financeiro e independência de milhões de pessoas”, escreveu a fundação.

Segundo a The Eco Foundation, a Eco solucionará três problemas existentes no Bitcoin: a concentração de recursos nas mãos de poucas pessoas, a larga quantidade de energia consumida na mineração e a percepção de uma plataforma complexa. “As criptomoedas futuras deverão ser mais distribuídas, melhores alocadas e com energia mais eficiente”, foi declarado no whitepaper.

A concentração da criptomoeda e o alto gasto de energia em mineração será solucionado de uma forma: a recompensa pela criação de um novo token será distribuído para toda a rede, não apenas para quem minerou a criptomoeda.

Entre as melhorias que a Eco afirma trazer, estão a criação de aplicativos para computadores e smartphones para gerir as criptomoedas e realizar transações. A plataforma mais amigável da criptomoeda tornará possível que os detetores da criptomoeda criem profiles e interfaces, realizando transações através de comandos em textos e voz. No whitepaper, a Eco Foundation que um problema da maioria das criptomoedas é que são criadas por desenvolvedores para desenvolvedores, não havendo prioridade sobre a usabilidade dos sistemas.

Inovações como a Uber, na qual Garrett Champ é co-fundador, nasceram diretamente do Vale do Silício, considerado o maior polo de inovações do mundo. Para conhecer outras novidades e entender o protagonismo do Silicon Valley no ecossistema, leia o nosso e-book gratuito.

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