Há muito espaço para reinventar a indústria financeira, diz co-fundador da FoxBit

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

30 de janeiro de 2018 às 18:32 - Atualizado há 3 anos

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João Canhada é CEO e co-fundador da Foxbit, uma exchange de bitcoins brasileira. A exchange funciona como um banco de compra e venda de criptomoedas. Tal como o bitcoin experimentou grande aumento em sua valorização em 2017, a FoxBit atingiu 400 milhões de clientes. No evento da StartSe que aconteceu nesta terça-feira, 2018 – A Revolução da Nova Economia, João Canhada discutiu as expectativas da criptomoeda para esse ano.

João Canhada afirmou que, mesmo com a atuação das criptomoedas, ainda há muito espaço para reinventar a indústria financeira. Porém, hoje o Bitcoin consegue ter as mesmas facilidades do que um banco traz, de forma descentralizada (por não ser regida por nenhum governo). “Sem exceção, tudo o que seu banco faz, hoje eu consigo fazer com criptomoeda. O que impede é a regulamentação do governo”, comentou.

Por ser uma inovação – afinal, não existia moeda somente virtual antes do Bitcoin – recente, o Bitcoin ainda não possui uma regulamentação própria no país. Também por ser uma inovação, o preço da criptomoeda ainda não está totalmente definido e sofre frequentemente altos e baixos. “Nem mesmo investidores mais antigos sabem dar um preço pro Bitcoin”, afirmou Canhada.

Para o CEO da Foxbit, um ponto positivo da criptomoeda é que ela vai na contramão dos outros investimentos e é a criptomoeda “power”. “O dólar caiu, o Bitcoin sobe. A bolsa caiu, o Bitcoin sobe. Com tantos mecanismos geopolíticos, o Bitcoin acaba sendo um mecanismo de proteção”. Ele citou o exemplo do Zimbábue, o primeiro país no qual a criptomoeda atingiu 10 mil dólares, devido a inflação e a necessidade da população de recorrer a criptomoeda. O mesmo aconteceu com a Venezuela, onde os venezuelanos começaram a adotar a criptomoeda ao invés da moeda local.

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Bitcoin em 2018

João Canhada acredita que o bitcoin continuará volátil neste ano. “O mercado financeiro de criptomoedas não é algo tão fácil de entender, requer bastante noção de economia para saber mais de criptomoedas”, comentou o CEO da FoxBit. Por isso, a exchange está investindo em educação para este mercado – principalmente por acreditar que continuará volátil em 2018.

Mas o Canhada não acredita que será ainda neste ano que a criptomoeda se tornará um meio de pagamento usado diariamente, de forma rotineira. “O Bitcoin ainda tem alguns desafios técnicos que precisam ser corrigidos para que seja usado no dia-a-dia para ser usado como meio de pagamento. Ele pode ser o meio de pagamento, mas acredito que ele ainda não está pronto”, comentou.

Para ele, um dos motivos é que as taxas por transações ainda são altas. “Em dezembro atingimos uma máxima de taxa por transação de 100 reais, independente do valor transacionado. Poderia ser 100 mil reais ou 10 reais – isso inviabiliza as transações pequenas”, finaliza. Para saber mais sobre criptomoedas e a plataforma que as gere, o blockchain, veja o nosso e-book gratuito.