Cientistas criam tecnologia que pode ser fundamental para resolver crimes

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Por Elena Costa

6 de março de 2018 às 16:54 - Atualizado há 3 anos

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Dan Nemrodov, um doutorando em psicologia da Universidade de Toronto, com a assistência de seu professor Adrian Nestor, desenvolveu um mecanismo que reconstrói digitalmente imagens vistas por indivíduos sujeitos com base em dados de eletroencefalografia (EEG) – tecnologia antes vista apenas em Black Mirror.

Para alcançar o mecanismo, a equipe de cientistas alimentou a rede neural com um grande número de fotografias de rostos, ensinando ela a reconhecer características e padrões. Feito isso, eles iniciaram um processo para ensinar a associar as características com padrões de atividade cerebral gravada nos eletroencefalogramas, enquanto indivíduos observam os rostos que a máquina tinha aprendido.

Em matéria para o site da universidade, Nemrodov afirmou que “quando vemos algo, nosso cérebro cria uma percepção mental, que é praticamente uma impressão daquilo. Usamos o eletroencefalograma para conseguir uma ilustração direta do que está acontecendo no cérebro durante o processo”.

Durante testes com voluntários e antes deles visualizarem as imagens dos rostos, a inteligência artificial foi capaz de reconstruir imagens de faces usando as informações lida pelos sensores, apresentando uma taxa de acertos altíssima. Nestor comentou que “não houve apenas uma reconstrução da percepção, mas também do que a pessoa imaginava e lembrava, daquilo que elas queriam expressar”.

Os cientistas esperam que o mecanismo possibilite – no futuro – ajudar as pessoas que não conseguem se comunicar verbalmente e também combater o crime, coletando informações de testemunhas para auxiliar na identificação de suspeitos, dando mais confiabilidade nos relatos de um caso.

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