Cientistas americanos desenvolvem teste de sangue que detecta 8 tipos de câncer

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Por Elena Costa

21 de fevereiro de 2018 às 14:26 - Atualizado há 4 anos

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Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore nos Estados Unidos, desenvolveram um simples exame de sangue que é capaz de detectar os níveis de proteínas de cerca de 8 tipos de câncer. Além disso, o exame também consegue identificar mutações genéticas indicativas de tumores no DNA.

Segundo Joshua Cohen, autor principal da pesquisa, as mutações no DNA são marcas altamente específicas do câncer e que para capitalizar as especificidades foi desenvolvido um robusto e pequeno exame que consegue captar ao menos uma mutação na grande maioria dos cancros.

Ele ainda diz que manter o painel de mutações pequeno é essencial para minimizar os falsos positivos e manter a testagem acessível. Cohen e sua equipe estudaram centenas de genes e cerca de 40 proteínas para chegar nos 16 genes e 8 proteínas que no grupo de controle já se mostrou positivo: de 812 pessoas saudáveis, apenas 7 resultados foram falsos positivos.

A equipe juntou mais de três décadas de estudos focados em genéticas sobre câncer mantidos tanto no Johns Hopkins como em outros centros de pesquisas para atingir o resultado atual. Para o professor de oncologia do Jonhs Hopkins, Kanneth Kinzler, o resultado do grupo controle é “essencial porque falsos positivos podem sujeitar os pacientes a testes e procedimentos invasivos desnecessários para confirmar a presença do câncer”.

Além disso, eles testaram o exame em pacientes com câncer não metástico de ovário, pâncreas, estômago, fígado, cólon, pulmão, esôfago e mama. O resultado também foi positivo: os 5 tipos que não possuem teste de detecção –  ovário, fígado, estômago, esôfago e pâncreas — a sensibilidade variou entre 69% e 98%. Já o de ovário apresentou uma sensibilidade de 70% e detecção de 98%; o de mama teve 33%.

Para obter tais resultados e com precisão, o método de detecção utiliza o aprendizado de máquina para determinar a localização precisa do tumor em 83% dos pacientes. “A novidade do nosso método de classificação é que ele combina a probabilidade de observação de várias mutações no DNA junto com os níveis de proteínas para dar o resultado final”, explicou Cristian Tomasetti, professor de bioestatística, que desenvolveu o algoritmo.

O exame foi nomeado de CancerSEEK e tem grande probabilidade de adentrar a lista de procedimentos de rotina e o seu custo deve ficar menos que US$ 500. Para Bert Vogelstein, codiretor do Centro Ludwig, o teste representa mais um passo na mudança do foco das pesquisas em câncer, do estágio avançado para o estágio inicial da doença, que acredita ser crucial para reduzir as mortes por câncer no longo prazo.

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(Via Época Negócios)

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