O futuro chegou: pesquisadores recriam cérebro em laboratório

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Por Isabela Borrelli

23 de Maio de 2018 às 17:53 - Atualizado há 3 anos

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O cérebro é um dos órgãos (senão o mais) complexos do corpo humano, desvendar o seu funcionamento já foi difícil e recriá-lo poderia ser tido como impossível. Mas não mais.

Pesquisadores da Universidade de Tóquio criaram um método para crescer e conectar neurônios sozinhos usando padrões geométricos para roteá-los mais precisamente, célula por célula.

Até agora, foi criada uma massa cerebral simples usando “culturas in vitro”, um processo que desenvolve neurônios aleatoriamente em um grupo. As conexões associadas a essas culturas são aleatórias, o que dificulta o estudo do tecido cerebral.

“Modelos de culturas in vitro são ferramentas essenciais, porque se aproximam de redes de neurônios relativamente simples e são experimentalmente controláveis”, disse o autor do estudo, Shotaro Yoshida. “Esses modelos são instrumentais para o campo há décadas. O problema é que eles são muito difíceis de controlar, já que os neurônios tendem a fazer conexões aleatórias uns com os outros. Se pudermos encontrar métodos para sintetizar redes de neurônios de uma maneira mais controlada, isso provavelmente estimularia grandes avanços em nossa compreensão do cérebro ”.

A equipe observou o comportamento dos neurônios e descobriu que eles poderiam ser treinados para se conectar usando placas microscópicas feitas de “material sintético de adesivo neural”. No caso, elas funcionam da seguinte forma: quando colocado na microplaca, o corpo celular de um neurônio se instala no círculo, enquanto o axônio e os dendritos – os ramos pelos quais os neurônios se comunicam – crescem longitudinalmente ao longo dos retângulos.

Os pesquisadores então conectaram os neurônios, testando se eles disparariam simultaneamente, como previsto. “O que era especialmente importante neste sistema era ter controle sobre como os neurônios se conectavam”, disse Yoshida. “Projetamos as microplacas para serem móveis, de modo que, ao empurrá-las, pudéssemos mover fisicamente dois neurônios ao lado um do outro. Depois de colocá-los juntos, poderíamos testar se os neurônios foram capazes de transmitir um sinal ”.

Felizmente, o experimento funcionou.

Segundo os pesquisadores, essa seria a primeira vez que uma microplaca móvel foi usada para influenciar morfologicamente os neurônios a se conectarem de forma funcional. “Acreditamos que a técnica eventualmente nos permitirá projetar modelos simples de redes de neurônios com resolução de célula única. É uma perspectiva empolgante, pois abre muitos novos caminhos de pesquisa que não são possíveis com nosso conjunto atual de ferramentas experimentais”, disse o pesquisador Shoji Takeuchi.

Via: Techcrunch