Ícone de fast-fashion, C&A pode ser vendida para chineses

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

15 de janeiro de 2018 às 14:07 - Atualizado há 3 anos

Logo Black Friday 2020

Nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora

Apesar da forte presença e grandes resultados no Brasil, a C&A é uma empresa holandesa, fundada em 1841. Criada por Clemens e August (C&A) Brenninkmeijer, a varejista continua a ser controlada pela família através da holding Cofra, na Suíça. Mas a empresa poderá ter uma atuação forte na China, já que a revista alemã Der Spielgel divulgou que a C&A está em negociação de venda de companhia com investidores chineses.

Em um comunicado, a Cofra afirmou que a venda poderá ser apenas parcial. Segundo a empresa, “a transformação em curso inclui a busca por formas de acelerar em áreas prioritárias de alto crescimento, como a China, mercados emergentes e plataformas digitais e que pode, potencialmente, incluir parcerias com outros tipos de investimentos externos adicionais”.

A fortuna da família fundadora, Brenninkmeijer, é estimada em mais de € 25 bilhões, o que a torna uma das mais influentes na Europa. A C&A não é uma empresa de capital aberto, e a governança é quase que exclusivamente realizada por membros da família – há uma cartilha que garante que todos os membros tenham posições de liderança na holding e subsidiárias.

[php snippet=5]

Por isso, a relação e a potencial venda de parte da companhia para investidores chineses sugere que a C&A está disposta a inovar, buscando trilhar por novos caminhos. O varejo está mudando, o que está trazendo consequências para todos os varejistas – e o apocalipse do varejo já se tornou uma realidade para as marcas que não inovam, independente do tempo de trajetória que possuem.

A C&A chegou na China apenas em 2007 e já possui 84 lojas no país. O e-commerce foi lançado 7 anos depois e as vendas online aumentaram em quatro vezes nos últimos três anos. Os números, somados ao fato da China ser uma das economias mais emergentes do mundo, explicam porque a holding está começando a desviar os olhos da família, olhando em direção aos investidores chineses.

A China hoje possui mais de 1,3 bilhões de habitantes e é berço de empresas trilhonárias como Baidu, Tencent e varejista Alibaba. O país é o que possui os maiores unicórnios (startups com valuation de US$ 1 bilhão ou mais) no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Até mesmo a primeira unicórnio do Brasil, a 99, atingiu este valuation após ser comprada pela empresa chinesa Didi.

Para realizar uma semana de imersão com foco em inovação no maior mercado do mundo, participe da Missão China.

(Via BrazilJournal)