O Boticário, IBM e Symrise criam perfume com ajuda de inteligência artificial

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Por Isabela Borrelli

29 de outubro de 2018 às 17:30 - Atualizado há 2 anos

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É preciso quase dez anos para se tornar um perfumista e saber de cor o odor de seis mil matérias-primas (sintéticas e naturais) que podem ser utilizadas para fazer um perfume, segundo reportagem do Jornal da Globo. A profissão, que já era tida como exclusiva e de difícil acesso, pode estar beirando a extinção. Isso, porque a parceria entre a IBM Research e a Symrise, produtora de sabores e fragrâncias, resultou na criação de uma inteligência artificial que aprende fórmulas, matérias primas, dados históricos de sucesso e tendências de mercado. Batizado de Philyra, o sistema usa algoritmos avançados de machine learning para filtrar milhares de fórmulas e matérias primas, podendo criar resultados novos.

“Philyra vai além do que apenas servir de inspiração e pode sugerir fórmulas de fragrâncias totalmente novas, explorando todo o cenário de combinações possíveis para descobrir as lacunas no mercado global de fragrâncias”, afirma Richard Goodwin, gerente do Grupo de Pesquisa em Ciência de Dados Aplicados da IBM em comunicado.

A Philyra conta com algoritmos que aprendem e preveem:

  • complementos de matérias-primas alternativas e substitutos que poderiam ser usados em uma fórmula específica;
  • a dosagem apropriada para uma matéria-prima baseada em padrões de uso;
  • a resposta humana (quão agradável e adequada é a fragrância para diferentes públicos);
  • a originalidade do perfume em comparação a um grande conjunto de fragrâncias comercialmente disponíveis.

Essa inovação não passou despercebida pelo O Boticário, que entrou na aventura e desenvolveu junto com a IBM e a Symrise dois novos perfumes, previstos para serem lançados em 2019.

“Essa colaboração entre IBM Research e a Symrise permitiu que O Boticário explorasse a Inteligência Artificial para criar um produto personalizado para um determinado grupo de consumo, com base em características demográficas e de personalidade”, explicou Goodwin. Segundo a Exame, o grupo que O Boticário mira são os millenials e, para criar os produtos, a Philyra recebeu milhões de dados (desde fórmulas, ingredientes e história da perfumaria até aceitação do consumidor) que auxiliaram na formulação.

Por sinal, o trabalho foi realizado em conjunto: pelo sistema e por perfumistas. Enquanto a inteligência artificial buscou combinações que fossem coerentes com os dados e chegou a fórmulas para os perfumes, os profissionais atuaram na fase final, visando enfatizar uma ou outra nota e aprimorar a fixação, por exemplo.

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