Como o blockchain pode mudar nossas vidas?

Especialistas discutem sobre as novas possibilidades do sistema descentralizado e apresentam iniciativas de empresas que já começaram a utilizar o blockchain

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Por Isabella Câmara

8 de novembro de 2017 às 13:34 - Atualizado há 2 anos

Durante um dos painéis do Bitcoin Conference, maior conferência sobre criptomoedas do Brasil, Edilson Osorio, da Original.My, e Guilherme Santana, do Ubby, discutiram sobre as mudanças efetivas que acontecerão na vida das pessoas após a implantação mundial do blockchain.

De acordo com Edilson, a infraestrutura do blockchain pode ser aplicada de inúmeras formas. “Com ela podemos criar novas classes de ativos, novos modelos de negócio, fazer contratos inteligentes e até mesmo estabelecer uma governança autônoma e transparente”, diz.

Como o blockchain é um sistema descentralizado, ou seja, não há nenhum governo ou instituição que possa interferir em seu funcionamento, é possível utilizá-lo em bancos, votações políticas, registros públicos, provas de identidades, coletas intangíveis, entre outros.

Casos de uso

Slock.it – A nova infraestrutura, desenvolvida para a Economia Compartilhada, torna processos completamente automatizados. Segundo Edilson, se uma pessoa deseja alugar um quarto de hotel, por exemplo, ela não precisa mais conversar com um atendente.

Com o Slock.it, a interação entre clientes e prestadores de serviço é feita por meio da própria fechadura uma vez que ela é capaz até de realizar transações.

Arcade City – A Arcade City, startup que utiliza um novo modelo de carona compartilhada, permite que os motoristas criem suas próprias empresas de transporte e rede de clientes, definam suas próprias tarifas e até mesmo ofereçam serviços adicionais.

Já os passageiros conseguem visualizar o perfil do motorista por meio de aplicativo, que será lançado no Brasil dia 1 de dezembro, e escolher qual pessoa combina com suas preferências.

Original.MY – Segundo Edilson, fundador da empresa, as pessoas só confiam em um produto ou serviço quando ele se mostra absoluto, verificável e disruptivo. Baseado nisso, a Original.MY utiliza o blockchain para oferecer assinatura e registro de contratos, bem como autenticação de identidade e conteúdos web. O diferencial da empresa é disponibilizar todos esses serviços online, via site ou aplicativo.

De acordo com Guilherme Santana, fundador do Ubby, cerca de US$ 100 trilhões são gerados por ano em transações baseadas em confiança. Nesse cenário, o blockchain está ganhando cada vez mais espaço no mundo uma vez que sua descentralização gera a confiança necessária para realizar transações seguras entre empresas, pessoas e governos.

Tal confiança é a base do aplicativo da Ubby. Criado no Vale do Silício, o app comissiona as postagens dos usuários que indicam um produto ou serviço nas redes sociais. Quando uma compra é feita através do seu post, a pessoa pode ganhar até 40% de comissão sobre o valor do produto ou serviço que recomendou. Além disso, o aplicativo conta com o Social Score, um medidor da sua audiência, que aumenta a reputação do usuário e até sua comissão.

Como o aplicativo ainda não está lançado, a empresa disponibilizará 500 pontos adicionais para o Social Score do usuário que cadastrar seu e-mail no site e baixar o aplicativo assim que ele estiver no ar.

Como as instituições estão se preparando para o blockchain?

Robeto Dagnoni, diretor da ACATE, mediou a conversa entre Gustavo Paro, principal responsável na Microsoft pelas iniciativas de blockchain no Brasil e América Latina, e Robert Saguton, diretor da R3.

De acordo com Gustavo, a Microsoft está, oficialmente, se envolvendo com Bitcoin e Blockchain desde de 2014. “A Microsoft foi uma das primeiras empresas a aceitar Bitcoin para pagamento dos seus produtos. Além disso, a Microsoft mergulhou fundo nas possibilidades do blockchain, criando um ambiente em nuvem com uma espécie de vitrine de blockchain”, conta.

Segundo ele, a Microsoft se posiciona de uma forma agnóstica para levar a tecnologia de blockchain. A empresa participa de uma iniciativa do Banco Central do Brasil em apoio as inovações e fornece o ambiente Azure para testes ou provas de conceito. Na plataforma, a Microsoft oferece um portfólio completo de serviços de infraestrutura, plataforma e software, e fornece uma nuvem segura e confiável.

Para Robert Saguton, essa união entre empresas, bancos e comunidades é a grande tendência e vai fazer com que o Brasil seja um dos líderes no segmento de blockchain.

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