Bitcoin registra baixa de 17%; outras criptomoedas caíram ainda mais

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

16 de janeiro de 2018 às 12:13 - Atualizado há 3 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

O Bitcoin surgiu com promessas inovadoras: é uma moeda virtual, criptografada, regida por nenhum governo (portanto, internacional), realiza transações rapidamente, todas ficam disponíveis em um grande livro-aberto chamado blockchain. A criptomoeda teve a valorização de mais de 300% no ano passado, chegando a custar quase US$ 20 mil.

Exatamente um mês depois de atingir seu valor recorde, o Bitcoin registra a expressiva queda de 17% em um dia. Hoje, dia 16 de janeiro, ao meio-dia, uma unidade da criptomoeda custa US$ 11.769,90. Não há motivos concretos da baixa da criptomoeda, apenas indícios.

Algo incontestável do Bitcoin e de qualquer outra criptomoeda é que são uma tecnologia nova, ainda imprevisível e que gera opiniões controversas. São exemplos: no Brasil, o presidente do Banco Central acredita que as criptomoedas são uma bolha. No Japão, as exchanges de criptomoedas foram regulamentadas. Já Dubai pretende lançar a própria criptomoeda: o emCash.

[php snippet=5]

A China, dona do maior mercado do mundo, baniu exchanges chinesas e ICOs (ofertas públicas iniciais de moedas) no ano passado. Não há como afirmar exatamente o que causou a baixa do Bitcoin (e das outras criptomoedas), mas um indício foi informado ontem, pela Bloomberg: a China pode estar se preparando para bloquear o acesso da internet de usuários em exchanges internacionais.

Na semana passada, também foi revelado que o governo da China pode estar planejando expulsar as mineradoras de Bitcoin do país. A China possui uma grande quantidade de mineradoras devido aos baixos custos que oferece. Alguns dos mineradores já estão planejando migrar para outros lugares.

Ultimamente também tem tido uma grande especulação sobre a suposta regulação das criptomoedas pela Coreia do Sul, mas o governo já esclareceu que não planeja banir completamente o Bitcoin e as transações de criptomoedas.

Criptomoedas alternativas também experimentam baixas

O Bitcoin é a primeira criptomoeda inventada, e todas as que a seguiram são chamadas de “alt coins” – criptomoedas alternativas. Hoje, a maioria delas enfrentou uma baixa ainda maior que a do Bitcoin.

O Ethereum é a segunda criptomoeda com maior valor de mercado, e registra queda de 19% hoje. Hoje, o valor de uma unidade é de US$ 1.066,88.

O site coinmarketcap.com é uma referência na listagem dos preços e valores das criptomoedas e, hoje, apresenta um mar vermelho.  O site ranqueia as criptomoedas de acordo com o valor de mercado e, desde a moeda de maior valor– o Bitcoin – até a moeda nº25 da lista, as criptomoedas experimentaram baixas. A única moeda que enfrentou o crescimento positivo hoje foi a Tether, de 0,89%.

Entre as 25 primeiras colocadas, até a hora que essa matéria foi escrita, a criptomoeda que enfrentou a maior queda – de 38,08% – foi a TRON.

De natureza absolutamente volátil – o que traz um altíssimo rendimento, quando é valorizada, mas também grandes quedas – é difícil saber qual é o futuro das criptomoedas no mundo. Porém, às criptomoedas, devemos agradecer por uma tecnologia: a blockchain. Hoje, a blockchain é vista como uma alternativa segura, não apenas para realização de pagamentos, mas para a negociação de contratos, entre outros.

Além disso, com as criptomoedas experimentamos uma nova maneira de lidar com o dinheiro, representando uma Nova Economia – antes, não existiam moedas completamente virtuais, ou seja, sem existir fisicamente. Essa mudança afeta completamente nossas vidas, e pode ser um experimento para o que há por vir, no futuro. Para saber como as criptomoedas e a blockchain podem impactar em nossas vidas em 2018 e a longo prazo, participe do evento 2018 – A Revolução da Nova Economia.

(Via Techcrunch)