Automação de processos é valor global para fintechs

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Por LTP

30 de junho de 2017 às 12:42 - Atualizado há 3 anos

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Neste artigo exclusivo para a Let’s Talk Payments, Markus Lampinen, CEO da fintech Crowd Valley avalia as oportunidades para fintechs ao redor do mundo.

Lampinen é um empresário de finanças digitais internacionalmente premiado. Em uma viagem recente a Cingapura, ele analisou o mercado regional de empreendedorismo na área financeira em comparação com os Estados Unidos e outras áreas regiões que conhece. Acompanhe abaixo um resumo do artigo feito para o StartSe.

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FINTECH NO ORIENTE E NO OCIDENTE: DIFERENÇAS E REALIDADES UNIVERSAIS

 

Trabalhando em uma fintech desde 2008, vi muitos modelos emergirem e serem reinventados. Embora seja um fenômeno global desde o início, o desenvolvimento das fintechs tem diferenças de região para região.

Eu tive recentemente a oportunidade de hospedar e sentar-me com um pioneiro em fintech em Cingapura e trocar opiniões. Cingapura adotou uma posição forte ao se estabelecer como o hub de fintechs para a Ásia e fazer investimentos significativos no setor, incluindo a criação de uma caixa de proteção regulatória e fortes incentivos para as fintechs.

É evidente que existem diferenças com a adoção em diferentes partes da Ásia em comparação com América do Norte e Europa. No entanto, existem elementos universais, que existem independentemente da localização.

Existe um enfoque predominante no gerenciamento de patrimônio em centros financeiros estabelecidos na Ásia, como Cingapura. Nessas regiões, as fintechs de investimento, como os robo-advisors realmente decolaram.

Os centros financeiros estabelecidos podem ter uma visão mais tradicional sobre finanças. Enquanto isso, países emergentes em fintech, como Indonésia, Malásia e Vietnã, podem apresentar oportunidades mais amplas para mudar os modelos financeiros utilizados.

Uma realidade bem diferente é encontrada nos Estados Unidos, por exemplo, onde os modelos de private equity são a norma. Ainda assim, existem no país robo-advisors lançados por empresas de destaque como a Vanguard. Basta ver o quão longe o Goldman Sachs foi com o serviço de empréstimo on-line pessoal chamado Marcus, virando de ponta-cabeça mais de um século de uma política da empresa ao entrar no segmento de varejo bancário, e ainda por cima usando o nome de Marcus Goldman, fundador do Goldman Sachs.

 

Gerenciamento de patrimônio

 

O gerenciamento de patrimônio também é caracterizado por uma forte pressão por uma verdadeira mudança de paradigma após a crise financeiro. O mercado está clamando pela transparência, há uma pressão aumentada sobre as margens e ninguém sabe o que fazer com milleniuns que em breve terão dinheiro para gerenciar..

Por conta disso,o gerenciamento de patrimônio é um setor que deve adotar as fintechs e padronizar processos. Através da padronização de processos pesados, o gerenciamento pode ser estruturado e até automatizado. Isso traz uma redução clara de custo e, ao mudar a estrutura de custos, as empresas podem expandir e fornecer mais valor ao cliente.

Ao poder diminuir drasticamente o custo, as oportunidades para atender novos segmentos de clientes estarão ao alcance para os diferentes modelos de private equity.

Isso pode ser tão simples como um banco que agora pode emprestar a uma pequena empresa o que não conseguiu emprestar desde a crise financeira. Isso devido ao fato de que eles agora operam sobre uma pilha de tecnologia padronizada que usa inteligência artificial para tarefas simples e aproveita os dados para tomada de decisão. Este é um aspecto universal, que transcende a localização. Com isso veremos não só as fintechs crescerem, mas se tornarem uma realidade em todas as linhas de negócio. Onde as funções podem ser padronizadas, elas podem ser mais competitivas.

Regiões ao redor do mundo estão se preparando como hubs de fintech, abraçando as ferramentas que que eles já possuem. Estamos ansiosos para ver as novas oportunidades e possibilidades à medida que a transformação continua.

 

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

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