Apple acha trabalhoso e desnecessário ter mais negros e mulheres no comando

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Por Paula Zogbi

18 de janeiro de 2016 às 11:54 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Uma proposta para diversificar o comando da Apple, feita por um acionista, foi considerada “excessivamente trabalhosa” pelo conselho predominantemente branco e masculino da Apple, de acordo com o The Independent. A ideia era aumentar a quantidade de negros, indígenas, hispânicos e mulheres no comando da companhia. 

Para o acionista Antonio Avian Maldonado, a companhia da maçã está “dolorosamente devagar” no aumento de representatividade de minorias nas posições de liderança e de conselho. Por conta disso, ele enviou como proposta um processo de recrutamento acelerado pare estas posições dentro da empresa, visando priorizar a população hispânica, negra, indígena e outras “pessoas de cor”, em particular.

O conselho, formado por duas mulheres, um homem negro e cinco homens brancos, votou contra a proposta por acreditar que ela seja “excessivamente trabalhosa e desnecessária, porque a Apple demonstrou aos acionistas seu compromisso com a inclusão e diversidade, que são valores da companhia”. O time de executivos da Apple também não demonstra este suposto compromisso: de 18 pessoas, há três mulheres – duas delas negras. Os outros 15 são brancos do sexo masculino. A decisão foi divulgada no dia 6 de janeiro.

No início deste mês, foi divulgado um relatório interativo que mostra exemplos da desigualdade de gênero em empresas de tecnologia – neste caso, em empresas do Vale do Silício. Em agosto, o CEO da própria Apple reconheceu, em agosto, com a publicação de um relatório de diversidade, que há “muito a ser feito ainda”: 54% dos funcionários da empresa em 2015 eram brancos.

Como políticas de inclusão, a empresa diz que oferecerá bolsas escolares a estudantes negros; doará eletrônicos a escolas de baixa renda e patrocinará a conferência sobre mulheres no mundo da tecnologia Grace Hooper.