Aplicativo combate o desperdício de alimentos usando geolocalização

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Por Isabella Câmara

11 de dezembro de 2017 às 15:19 - Atualizado há 3 anos

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De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, um terço dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo – o que corresponde a 1,3 bilhões de toneladas por ano. Só no Brasil, considerado uma dos dez que mais desperdiçam comida, cerca de 30% da produção não é utilizada após a fase da colheita. Entretanto, essas 41 mil toneladas de alimentos desperdiçados alimentariam cerca de 25 milhões das 800 milhões de pessoas que passam fome.

Daniela Leite, uma das idealizadoras do Comida Indivisível, se deparou com essa questão após ir ao Ceagesp, um dos maiores centros de abastecimento do Brasil. A advogada se espantou ao ver pilhas de legumes e frutas maduras descartados como lixo, e teve a ideia de encontrar um fim digno para esses alimentos sem valor comercial – ou seja, que estão no ponto de maturação ideal para o consumo.

A ideia de conectar quem tem comida sobrando com quem precisa dela resultou em um aplicativo, o Comida Invisível, lançado na última segunda-feira (04). O funcionamento é simples: os comerciantes que possuem alimentos sem valor comercial devem se cadastrar no aplicativo, registrar o alimento e depois é só gerenciar as doações. De acordo com a empresa, é importante que o doador dê todas as informações no anúncio, indicando se pode entregar ou se os interessados devem buscar os alimentos, descrevendo o estado dele e a data de validade.

                         

 

Feito isso, a doação aparece como disponível para pessoas físicas e ONGs que estiverem interessadas. Essas pessoas são conectadas, via geolocalização, com restaurantes, supermercados e bares que tenham alimentos disponíveis para doação. Quando uma dessas pessoas aceitar o alimento, o comerciante receberá uma confirmação para combinar a entrega ou retirada do produto.

Mas não é tão simples assim. Quem recebe o alimento precisa assinar um termo de responsabilidade, no qual se comprometerá a manipulá-lo de forma adequada e responsável. “No aplicativo, a partir do momento que a entidade retira o alimento ela assume a responsabilidade. Esse termo tem força legal, é um contrato e vincula as partes, mas depende do juiz ponderar a força desse documento tendo em vista a responsabilidade civil. Mas, analisando a lei de responsabilidade civil concluímos que uma pessoa só pode ser responsabilizada por doar alimentos se não cumprir a legislação consumerista e as normas de vigilância sanitária. Como é dever de todo restaurante, hotel, supermercado observar as normas sanitárias, doar ou vender alimentos resulta nas mesmas responsabilidades.”, conta Daniela Leite.

Além disso, os envolvidos nas transações passam por um treinamento online sobre armazenamento e preparo dos alimentos, de acordo com as normas estabelecidas pela Anvisa.

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