Angela Merkel e Zuckerberg conversam sobre censurar posts no Facebook

Da Redação

Por Da Redação

29 de setembro de 2015 às 15:21 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Liberdade de expressão é um dos pilares mais básicos da democracia ocidental. Graças a ela, portais como o InfoMoney e o StartSe operam livremente e conseguem se comunicar através dos mais diversos canais com seus leitores. 

Mexer nesta liberdade é sempre complicada, por mais nobre que seja a intenção de quem esteja fazendo a “censura”. É o risco que se corre na Alemanha, onde o governo e o Facebook se uniram para limitar os posts de ódio sobre a imigração dos refugiados – efetivamente uma censura ao pensamento de muitas pessoas. 

Na conferência da ONU, Merkel foi pega conversando com Zuckerberg a respeito destes posts, mostrou a Bloomberg. “Precisamos fazer algo”, disse Zuckerberg, quando Merkel respondeu “Vocês estão fazendo?”. A resposta do fundador do Facebook? “Sim”. 

Claro que nenhum imigrante que esteja fugindo merece abrir o Facebook e ler que é a “escória da humanidade”. Posts que falam sobre violência, ódio, devem ser todos apagados e seus autores notificados. Assim como os posts islamofóbicos, que também estão cada vez mais fortes no ocidente. 

Mas ao apagar todos os posts deste tipo, corre-se o risco de gerar insatisfação e percepção de falta de liberdade de expressão. A Alemanha tem leis severas de restrição a liberdade de expressão, para proibir discursos de ódio. 

Há uma diferença enorme entre os posts “esses muçulmanos não deveriam vir contaminar nossa Alemanha com sua intolerância” e “o fluxo de estrangeiros vai causar desemprego, logo, sou contra”. Um é derivado de preconceito e o outro é uma opinião a respeito de como o país deveria lidar com a crise. Um é aceitável, o outro não.