Amazon mostra que é a empresa mais perigosa do mundo

Da Redação

Por Da Redação

19 de junho de 2017 às 13:00 - Atualizado há 3 anos

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A Amazon comprou a Whole Foods por US$ 13,7 bilhões. Nos Estados Unidos, só se fala disso há alguns dias. É a grande aquisição do ano até agora, capaz de fazer várias varejistas caírem na bolsa de valores por medo do que a Amazon será capaz de fazer com a sua nova aquisição.

Agora, a Amazon tem mais de 400 lojas físicas nos bairros mais ricos das cidades americanas e pode aplicar um novo modelo de loja, completamente inovador. Sua maior rival, a varejista Walmart, também deve estar morrendo de medo, principalmente depois de perder bilhões em valor de mercado.

Essa aquisição mostra a inquietação típica da Amazon, que mesmo sendo um gigante com bilhões em vendas quer agir e pensar como startup. Na primeira carta aos acionistas da Amazon, Jeff Bezos, seu fundador, destacou que na companhia é sempre dia 0, o primeiro dia. NUNCA se acomodar. 

E o mercado comprou isso, a ponto de fazer as ações da Amazon subirem depois da compra mais de US$ 15 bilhões – praticamente “zerando” o custo da aquisição. A expectativa do mercado é que a companhia use as lojas da Whole Foods para uma nova forma de varejo.

A Whole Foods vende basicamente comida e é uma das grandes do setor, o que a Amazon sempre tem tentado entrar, focando suas forças na Amazon Fresh. Inclusive, a Amazon Fresh junto com a Whole Foods se torna a 5ª maior varejista de comidas de todos os Estados Unidos e tem um espaço enorme para crescer: as 400 lojas da Whole Foods podem se transformar em um espaço para as operações físicas.

Isso significa que a Amazon pode usá-las como espaço para criar um espaço onde as pessoas podem buscar compras feitas pela internet (fugindo do frete), ou realizar compras pequenas. Além disso, permite que a Amazon aumente as vendas recorrentes para os usuários e venda seus produtos próprios em lojas físicas.

A Amazon pode também usar as 400 lojas da Whole Foods para testar seus novos formatos de compra. Uma delas é uma loja em que não existe caixa: você simplesmente entra, pega o que quer e sai andando. Um aplicativo no seu celular entende o que você pegou e lhe cobra automaticamente.

Tudo isso isso deverá permitir que a Amazon se torne a Walmart antes que a Walmart se torne a Amazon. Embora sua sede fique em Seattle, a Amazon é um grande expoente da mentalidade do Vale do Silício: quer ser ágil, rápida e disruptar uma indústria conhecida.

Em outras palavras, a Amazon é a empresa mais perigosa do mundo para todas as outras: nunca para, sempre em busca de novos mercados. Ataca, ataca e compra o que precisa para melhorar seus processos. Está sempre de olho em novidades. Ela já domina o varejo online, já domina a infraestrutura da internet como serviço e agora quer atingir o mundo real também, além de buscar novas tecnologias como inteligência artificial. Fora suas iniciativas na música e até rivaliza contra o Netflix. É favorita ao posto de primeira empresa de US$ 1 trilhão do mundo.

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