Amazon começa a vender hoje eletrônicos novos e usados no Brasil

No primeiro dia de atuação, o e-commerce conta com mais de 100 mil produtos e milhares de vendedores

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

18 de outubro de 2017 às 10:57 - Atualizado há 2 anos

amazon

Na madrugada desta quarta-feira, dia 18, a Amazon lançou sua loja de eletrônicos novos e usados no país. Até então, a gigante do varejo só vendia livros e kindles. Estão disponíveis cerca de 110.000 itens, entre jogos, consoles, celulares e eletrônicos em geral, ofertados por milhares de vendedores.

Para competir no mercado do varejo no Brasil, a comissão cobrada nas vendas é de 10%. A média atual do país, segundo o portal da revista Exame, é de 15%. A empresa também pode inovar no frete: especialistas acreditam que a Amazon aplicará o preço fixo de R$ 2,50 cobrado para os livros, também nos eletrônicos.

A Amazon se espelhou nas próprias vendas de livro no país para entrar no comércio eletrônico. Há alguns meses, implantou a venda de livros por pessoas físicas e jurídicas em seu site, também novos e usados. Nos produtos de terceiros, livros ou eletrônicos, a venda e o estoque serão de responsabilidade do vendedores – a empresa atua apenas como a plataforma intermediária.

Hoje, encontramos fabricantes como a Sony e LG, mas a maioria dos vendedores são outras lojas virtuais de menor porte – o que a caracteriza como marketplace. “Queremos ter o maior número possível de produtos e também o maior número de vendedores para ter os melhores preços ao consumidor”, diz Alex Szapiro, presidente da Amazon no Brasil.

A Amazon foi fundada há mais de 20 anos, pelo CEO Jeff Bezos, mas chegou ao Brasil apenas há 5 anos. O crescimento da empresa era lento – pelo menos até agora.

A notícia da venda de eletrônicos pela Amazon, anunciada na semana passada, abalou os concorrentes. As ações da B2W (dona da Americanas.com) caíram 20,8%, a Via Varejo, 23,9%. Até mesmo a Magazine Luiza, em que o lucro cresceu mais de 10 vezes no primeiro trimestre segundo a Valor, enfrentou a baixa de 18,6% de suas ações desde o anúncio. Na bolsa de valores Nasdaq, o Mercado Livre teve a baixa de 14,4%, conforme a Exame.

As baixas das ações aconteceram devido ao anúncio da nova concorrente, mas em geral, o mercado online de varejo no país é enorme e faturou R$ 44,4 bilhões apenas no ano passado.

Agora, as marcas estão se posicionando para combater a presença da Amazon no Brasil. A própria B2W seguirá um movimento semelhante e começará a vender produtos usados entre pessoas físicas, conforme anunciado nesta semana. Já o presidente mundial do Mercado Livre, Marcos Galperin, informou a Exame que fará um investimento de R$ 1 bilhão no país, inaugurando um centro de distribuição da empresa.

Para saber mais sobre o e-commerce no país, não perca a RetailTech Conference, que contará com especialistas de gigantes do mercado, como Walmart e Óticas Carol – que vem gerando grandes ganhos através de uma revolução em seus negócios. Confira.

(Via Exame)

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