Alexa começará a ter a própria opinião em algumas recomendações

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

15 de janeiro de 2018 às 09:22 - Atualizado há 3 anos

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Uma das realidades mais conhecidas para robôs é que eles não são capazes de expressarem opiniões ou emoções. Isso está mudando. A Alexa, assistente de voz da Amazon, começará a ter as próprias opiniões em assuntos como cerveja e programas de televisão. Atualmente, a Alexa já possui a cerveja preferida: Budweiser.

Presente em dispositivos da Amazon para casa e escritórios como Echo e Fire TV, a Alexa está se destacando dos outros assistentes (como o Google Assistente, Siri da Apple e Cortana da Microsoft) por possuir a própria personalidade.

A ideia geral é que a relação com a assistente passe a ser de uma conversação, tornando-a menos como um mecanismo de busca ativado por voz e mais como alguém que você pode conversar.

“Ter uma opinião te faz mais interessante, mesmo um assistente”, afirmou o VP da Amazon Fire TV, Marc Whitten.

O time da Fire TV já observou mudanças em como consumidores conversam com a Alexa apertando o botão e falando “hands-free”, apenas chamando-a pelo nome. Quando apertam o botão, é como se as pessoas ditassem frases para uma caixa de pesquisa. Quando a chamam pelo nome, as pessoas desenvolvem mais as frases, dizendo algo como “mostre-me comédias de 1988 à 1992”, comenta Whitten.

Até então, ao responder perguntas como “o que há de interessante hoje?” “o que eu deveria assistir?”, a Alexa responde utilizando dados de popularidade de programas de TV, ou o algoritmo avalia quais programas são mais semelhantes ao seu perfil.

Agora, a Alexa também poderá fazer a recomendação de um amigo – que não é necessariamente de um programa mais visto, mas é algo que estão gostando. “Esse é o poder do machine learning. Uma das coisas mais interessantes que iremos fazer é desenhar um assistente que parece que você estará conversando com alguém”, disse Whitten.

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Machine learning e deep learning são as tecnologias chave que permitirão que a Alexa ofereça mais do que apenas o fato e trarão uma versatilidade maior à assistente. Uma equipe separada da Amazon tem trabalhado para melhorar rapidamente a habilidade da Alexa em responder questões adicionando mais informações à sua base, pois ainda há perguntas que a assistente não tem respostas.

E aumentar a inteligência da assistente de voz é importantíssimo, mas o que trará um caráter de conversação para a Alexa são piadas, preferências e outros índices de personalidade.

Um exemplo da opinião da assistente é que, quando você perguntar qual é a cor preferida da Alexa, ao invés de dizer que não possui preferência, a Alexa responderá “infravermelho é bem bonito”.

“Na escala que estamos falando – a Alexa está disponível hoje em sete países – você não pode editorizar opiniões sobre tudo. Não funciona”, disse Whitten. “O objetivo ambicioso é que não tenhamos que fazer isso (curadoria humana)”. Ou seja, as preferências da Alexa não serão decididas por pessoas, mas pela própria máquina.

Essa visão mostra como a nossa relação com robôs, máquinas e tecnologia em geral está em constante mudança. Hoje, um estereótipo dos robôs está caindo. Para saber como as novas tecnologias, inclusive machine learning, deep learning e inteligência artificial, afetarão nossas vidas ainda em 2018, participe do evento 2018 – A Revolução da Nova Economia.

(Via Techcrunch)