AgroTech Conference: prover ao mundo não será fácil – mas demos um passo

Avatar

Por Lucas Bicudo

26 de setembro de 2017 às 17:55 - Atualizado há 3 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

Na última quinta-feira (21), no Expo Center Norte, o StartSe promoveu o AgroTech Conference, maior conferência sobre tecnologia no agronegócio do Brasil. Foram 800 presentes em um dia de imersão nos conceitos da Nova Economia.

O público, dividido entre executivos, produtores e empreendedores, tiveram a oportunidade de assistir a 19 pitches das startups que estão redesenhando o setor e grandes players, como SP Ventures, Raízen, AGCO, Embrapa e BASF, discutindo o poder da inovação. Um fato interessante: 70% de quem estava lá não era de São Paulo. É extremamente satisfatório promover um evento que traciona e educa todo o país.

Cada ano que passa consumimos mais no planeta Terra! Somos 7,3 bilhões de habitantes e, segundo a ONU, seremos 8,6 bilhões em 2030 e 11,2 bilhões de pessoas em 2100. Nunca dependemos tanto da tecnologia para sermos mais eficientes na produção de alimentos. Essa talvez tenha sido a maior provocação do evento.

O agronegócio é um dos setores da economia que, há décadas, mantém crescimento acelerado. Mas onde estão as melhores oportunidades agora? Foi, sobretudo, discutido sobre como a tecnologia pode aumentar a produtividade e tornar o processo produtivo ainda mais eficiente.

O dia começou com dois sócios do StartSe, o co-fundador Junior Borneli e o CEO Pedro Englert, alertando para o mundo de oportunidades que a Nova Economia está trazendo.

“O que nos trouxe até aqui em termos de produtividade não vai garantir o nosso futuro. Teremos que nos reinventar para fazer com que a capacidade de produção agrícola seja o suficiente para alimentar mais 1 bilhão de pessoas nos próximos 13 anos – e ir além, os 11 bilhões que estão previstos para 2100. Essa não é uma enorme oportunidade?”, começa o co-fundador.

“Vocês conhecem a Lei de Moore? Ela diz que a tecnologia dobra de capacidade a cada 18 meses e seu custo é reduzido pela metade. O que hoje enxergamos impossível, daqui um ano e meio já é possível. Essa é a era da tecnologia. Você precisa se manter competitivo a todo momento”, faz coro o CEO.

Englert apresentou os fundamentos da Nova Economia. Hoje é mais barato empreender, há pouca barreira de entrada.  Com isso, a concorrência muda. Não é mais Itaú e Bradesco. São 20 players disputando um segmento específico, uma persona específica. A convergência de tecnologias é outro ponto extremamente importante. O mundo hoje está totalmente conectado. Voltamos ao número: 70% do público do AgroTech não era de São Paulo, o que prova isso. Conseguimos hoje impactar remotamente.

Em 2020, aproximadamente dois terços da população mundial estará conectada. Existe muita liquidez à disposição das startups e há grande dificuldade de empresas inovarem. Isso gera um novo comportamento especifico: pré-disposição à mudança. Os ingredientes para um ecossistema empreendedor inovador são capital, conhecimento e rebeldia.

Na sequência, quem subiu ao palco foi Francisco Jardim, da SP Ventures. O fundo é especializado em investimento de risco em agrotechs. Comecemos com um número impactante: de 2007 a 2014, a empresa analisou 44 startups do setor; de 2015 a 2017, esse índice subiu para 322. É um exemplo claro da era exponencial.

“Somos uma casa especializada em agricultura. Nos últimos dois anos fomos ranqueados pelo AgFunder como um dos dez investidores mais ativos em agrotechs do mundo. Mas não nascemos assim. À princípio, em 2007, a ideia era criar um fundo de Venture Capital focado em tecnologia, com três critérios fundamentais que nos norteavam: inovação, investimento em startups early stage (seed, Série A e Série B) e geografia – queríamos estar próximos a todos os nossos empreendimentos. Captamos um seed fund com o Criatec 1, do BNDES, e investimos em oito companhias. 50% desse portfólio era agro. Observamos aí uma grande oportunidade”, comenta Jardim.

Três fatores tornam o setor esse centro de economia dinâmica: trabalho de larga escala de disseminação de tecnologia e inovação feito pela Embrapa; uma migração empreendedora de alto impacto, com uma cultura muito parecida com a do Vale do Silício – pessoas que viam o fracasso como algo intrínseco daquela relação e sobretudo valorizavam a capacidade de se reerguer; e por fim, a liderança em agricultura tropical e a produção de conhecimento sobre.

São José dos Campos é um grande polo de tecnologia aeroespacial. Temos a Embraer, o ITA e cada vez mais observamos uma convergência de espaço aéreo e agricultura, com drones, imagens de satélite. Em Campinas, Itajubá e Santa Rita temos conhecimento muito específico de telecom, hardware e software. O que isso significa? Revolução de Internet das Coisas aplicada à agricultura. Segundo Jardim, é por isso que o Brasil é pioneiro e líder em ciência de fronteira e pode ser o catalisador de toda a revolução do agronegócio.

Depois do papo com a SP Ventures, Raphael Pizzi, da Agrosmart, e Savio Sardinha, da Taranis, tiveram a oportunidade de apresentar seus negócios na primeira rodada de pitches do evento.

A Agrosmart desenvolveu um aplicativo que conecta o produtor rural à lavoura, com sensores capazes de monitorar a umidade do solo e a existência de pragas. A startup gera recomendações ao monitorar lavouras por meio de sensores e imagens de satélite, interpretando as necessidades da planta em tempo real em relação a irrigação, doenças e pragas. O uso do sistema permite economizar até 60% de água, 40% de energia e aumentar a produtividade em até 15%.

Já a Taranis entrega ao produtor o tempo correto de tomada de decisão para a proteção de seu cultivo, otimizando o controle de insetos, ervas daninhas e doenças através da detecção avançada de pragas no campo. Na plataforma, é possível visualizar mapas, gráficos, relatórios, informações e comentários. A ideia é que você aprenda com situações de safras anteriores, acompanhe a evolução de cenários e perceba as vantagens do uso da tecnologia safra após safra.

Cristiano Kruel, Head de Inovação do StartSe, se apresentou ao lado de Maurício Benvenutti, o cara por detrás de toda a nossa operação no Vale do Silício. Eles começaram falando que no lugar mais competitivo do mundo é onde os empreendedores mais se ajudam. Há uma colaboração pragmática. Juntas, as startups do Vale valem US$ 3 trilhões e 25% da atividade total de Venture Capital no mundo está lá.

“O que vem sendo feito no Vale está reescrevendo a forma como o mundo se comunica e interage. O que funcionou nos últimos 50 anos, não vai funcionar nos próximos 5. Empresas que não possuem uma década de vida desafiam negócios seculares. Isso vai acontecer em todas as indústrias. O Fórum Econômico Mundial divulgou os seguintes dados: 65% das crianças que estão no primário hoje vão trabalhar em atividades novas que ainda nem foram criadas. Desde 2015 estamos no Vale para educar o brasileiro interessado na Nova Economia”, discrusa Benvenutti.

Ele termina sua fala mencionando a Missão Vale do Silício. Trata-se de um programa do StartSe que leva um grupo de empreendedores a uma semana de imersão na região mais inovadora do mundo. O turismo empreendedor. Se você quiser ter um panorama sobre o que há de mais quente acontecendo por lá, não deixe de acessar o link e conferir as condições de participar. Também promovemos missões com focos específicos, como é o caso da Missão AgroTech – bastante discutida no evento – e a Missão The Future os Sports. A primeira quer trazer as novas perspectivas da agricultura de precisão que está sendo escrita no Vale do Silício; a segunda quer fazer com que o participante conheça e aprenda com quem está revolucionando a bilionária indústria esportiva. O 7×1 revelou muito mais que apatia dentro de campo. Falta muito no esporte brasileiro.

Kruel também convidou todo mundo a participar do maior censo do ecossistema de startups do Brasil. A ideia é mapear quem está contribuindo mais para o desenvolvimento da Nova Economia no país, como startups, mentores, investidores, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos, coworkings e outros agentes relevantes. Você pode responder através deste link.

Quem subiu ao palco depois disso foi Fabio Mota, CIO da Raízen. Ele foi o primeiro a dar a perspectiva da grande corporação.

“Pense na Raízen, que fatura R$ 80 bilhões, tem 26 usinas e gerencia 900 mil hectares de terra. Como é que se conecta com esse ecossistema? Como é que faz o Titanic mudar o curso, nem que seja 15º para a esquerda? P&D sozinho não resolve mais. Colaboração resolve. É o mundo todo pensando em solução, em resolução. Pensando diferente. Obviamente uma empresa com 30 mil funcionários, de um setor bastante tradicional, não quer se tornar uma Kodak. Queremos aprender juntos. Para isso, criamos o Pulse”, conta.

Uma das empresas de energia mais competitivas do mundo, líder na produção de açúcar e etanol no país e uma das maiores no setor de distribuição de combustíveis, a companhia inaugurou em Piracicaba, São Paulo, um espaço de fomento voltado ao setor sucroenergético. Com o apoio da SP Ventures e da Nxtp.Labs, além de outras parcerias, o hub quer se tornar a primeira opção para startups que buscam expansão e aceleração no setor agro.

As startups que serão aceleradas nesse 1º ciclo são: Agribela, Aimirim, Bart Digital, Perfect Flight e Speclab. As associadas são: Exact Farming, Inceres, Pangeia Biotec, Elo Biomass.com, Drop, @Tech e Rain Company.

“Temos quatro objetivos principais: posicionamento – queremos ser influenciadores; inteligência – como nos mantemos conectados com o que está acontecendo; cultura – precisamos nos reinventar internamente; e talentos – criar um caminho de entrada para essa geração nova”, finaliza.

Antes do almoço, foi a vez de Niumar Alberto, da AGCO. Ele falou sobre fazendas conectadas. Quando surgiu a agricultura de precisão, a tendência era que as tecnologias embarcadas nas máquinas contribuíssem de alguma forma com autonomia, automatização e precisão dos processos no campo. As empresas tentaram oferecer essas soluções separadamente, mas a real é que os produtores precisam de soluções integradas, para que a cada operação dentro de suas fazendas, eles sejam capazes de extrair, manusear e analisar os dados para a tomada de decisões. A AGCO trabalha em cima dessa estratégia.

“Trabalho em uma equipe que tenta diariamente colocar tecnologia e inovação no campo. Estamos vivendo essa realidade. Lá na década de 50, cada agricultor era responsável por alimentar 15 pessoas. Hoje, esse mesmo agricultor tem que alimentar cerca de 200 pessoas. Em um futuro próximo, certamente esse cara terá que alimentar um número maior. Como aumentar a produtividade? Conhecimento, inovação e tecnologia. Assim pode parecer fácil, mas o produtor possui uma série de desafios específicos no seu dia-a-dia, como solo, clima. A agricultura está sempre susceptível ao que o externo entrega de condição e a produtividade depende disso. Mas não podemos mais aceitar o acaso. Temos ferramentas para prever a tomada de decisões. Temos ferramentas para conectar todos os processos da fazenda. Essa é a maneira que acreditamos que a inovação vai acontecer”, diz.

Fábio Teixeira, fundador da Hyper Cubes, iniciou a tarde com o pitch da startup. Enquanto a NASA (que foi atraída pelo projeto e acabou fazendo um investimento) e Space X gastam milhões de dólares no lançamento de um satélite, Teixeira desenvolveu uma tecnologia que permite lançar cada equipamento gastando menos de US$ 300 mil dólares. O projeto funciona assim: a partir de uma “constelação” de satélites, que completam uma volta na terra a cada 90 minutos, são realizadas análises que “permitem olhar para uma plantação e determinar nível de fertilidade do solo, estresse, espécies invasoras, doenças e até os nutrientes que estão presentes nas flores das plantas. Esse é um outro nível de informação, que pode levar a produção de comida para o estado da arte”, diz Teixeira.

Os satélites dão voltas e mais voltas no planeta, analisando o solo constantemente e enviando os dados sobre ele. São 100 terabytes a cada vez que o satélite percorre a terra, a cada 90 minutos. Usamos machine learning para processar os dados no próprio satélite. Os dados recebidos, portanto, são úteis para o pessoal em terra analisar e tomar as mais diversas decisões necessárias para melhorar o funcionamento da agricultura, por exemplo. Ele é capaz de ver se o solo está com um nível baixo de nutrientes e precisa de um reforço, por exemplo.

Nosso Head de Corporate, Felipe Leal, falou na sequência sobre Corporate Venture e as iniciativas do StartSe nesse segmento. Começou com o manifesto:

Se manter competitivo nunca foi tão complexo!

Como você descreve o seu mercado daqui a 5 anos? É um ritmo frenético de mudanças e surpresas. Bons negócios, e empresas de sucesso, nunca estiveram tão ameaçados por tendências furtivas e por novos micro-players. Parece que os maiores concorrentes do próximo ano estão nascendo apenas neste ano.

As boas práticas de gestão e governança são importantes, mas não aceleram mudanças disruptivas!

Ciclos de planejamento estratégico, consultorias especializadas, novos times de alto impacto, desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócios, investimentos em pesquisas e tecnologias são cada vez mais necessários. Mas talvez, infelizmente, insuficientes. As empresas estão sendo pressionadas a observar as tendências com outros olhos, prever com mais rapidez, planejar em ciclos curtos e executar com agilidade.

Existe um novo ecossistema de inovação que quer tomar o mercado dos incumbentes!

Por mais que as empresas tentem, elas não conseguem competir com a nova dinâmica de criação de novos negócios que está acontecendo no mercado. Imagine! São milhões de pessoas lá fora – jovens e idosos, pobres e ricos, estudantes e autodidatas, PhDs, executivos, profissionais de todas as áreas, pequenos investidores e grandes fundos de capital de risco – todos pesquisando tecnologias e mercados, interagindo com e como clientes, criando protótipos, tentando, testando e aprendendo rápido. Todos querendo criar rupturas no mercado que as empresas estabelecidas tanto conhecem e dominam. E nunca foi tão fácil e barato tentar criar um novo negócio de grande impacto e escalável.

Faça parte da Startup Economy!

Este novo ecossistema está criando novos produtos e modelos de negócios disruptivos, mas também desenvolvendo novas práticas e métodos de gestão para acelerar a inovação. Esta Nova Economia é ao mesmo tempo a maior ameaça e a maior oportunidade que já surgiu.”.

Esse é o grande convite que Leal fez aos presentes: participar desse movimento. As startups se beneficiam com capital, rede de relacionamento, experiência operacional e acesso a mercados; enquanto as grandes empresas possuem acesso a investimento de alto retorno, futuras aquisições, movimentos estratégicos e adoção acelerada de tecnologias. A atividade de Corporate Venture movimentou US$ 13,3 bilhões, em 768 negócios, nesse primeiro semestre de 2017. Há dúvidas de que essa é uma imensa oportunidade?

O StartSe capitaliza ela através de algumas iniciativas, divididas em três pilares:

Informe-se e aprenda – Para isso, promovemos o Corporate Class, um evento que discute como sua empresa pode inovar a partir das startups; e o Corporate Class in Company, um workshop interno para companhias interessadas em aprender mais sobre a metodologia do Vale do Silício.

Conecte-se ao ecossistema brasileiro – Através do Breaking the Walls, iniciativa que aproxima startups e grandes empresas em ciclos de apresentações; e o Screening, em que o StartSe firma parceria com corporações para a busca e curadoria de startups capazes de se tornarem fornecedoras ou parceiras.

Conecte-se ao ecossistema internacional – com o Spot, onde entendemos toda a estratégia desejada por determinada empresa, usamos da estrutura do StartSe no Vale do Silício e fornecemos relatórios com o que há de mais novo no escopo demandado; e as Missões Corporate, com grupos de executivos interessados em fazer o turismo do empreendedor em São Francisco.

Se você é de uma corporação e quer saber mais sobre nossas iniciativas Corporate, é só entrar em contato pelo e-mail leal@startse.com.br.

Paulo do Carmo Martins, chefe-geral da Embrapa, tomou o palco para falar sobre como uma das maiores empresas do país se posiciona diante dessas mudanças. “Somos pesquisadores. Não somos empreendedores. Não somos movidos pela chama do capital. Nada contra, mas foi uma escolha interna: ser movido pela busca do conhecimento. Entre o produtor e o gerador de conhecimento há uma ponte que precisa ser construída por empreendedores. É aí que as agrotechs entram. É aí que entra os esforços da Embrapa para aproximar o ecossistema”, começa.

Há uma enorme cadeia produtiva do leite, que emprega cerca de 4 milhões de trabalhadores e que atingiu o faturamento de R$ 100 bilhões em 2016, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Leite Longa Vida (ABLV). Para ela que a Embrapa busca soluções, através do programa Ideas for Milk. A ideia do desafio é impulsionar o desenvolvimento deste tipo de solução em torno da indústria do leite. A empresa quer despertar o interesse de investidores, aceleradoras, incubadoras, desenvolvedores, profissionais de ciências agrárias e tantos outros ligados ao agro e a TI para as oportunidades de negócios lucrativos com soluções tecnológicas para o setor.

Os pitches voltaram com participações de Danilo Leão, fundador da BovControl; Eduardo Goerl, co-fundador da ARPAC; Fabrício Hertz, diretor da Horus; e Xisto Alves Junior, CEO da JetBov.

A primeira quer tornar a criação de gado mais eficiente e ecologicamente sustentável. Para isso, criou um aplicativo que auxilia os fazendeiros na análise de dados do rebanho, proporcionando maior eficiência na produção de carne e leite. A partir de dados, uma aplicação de inteligência artificial faz previsões sobre o desempenho do animal, indicando inclusive se ele deve continuar no ciclo produtivo. Quanto mais dados o produtor rural insere no BovControl, mais eficiente ele se torna. Com base nas informações, ele faz previsão de natalidade, previsão de data e peso para abate, desempenho na produção de leite em muito mais.

A segunda produz drones com alta capacidade de carga, cujo objetivo principal é aumentar a produtividade no campo. Com essas aeronaves, você pode cobrir uma grande área em pouco tempo, monitorar partes da fazenda remotamente, ter informações sobre locais danificados e tirar fotos que vão lhe ajudar a entender as condições do solo destinado a cada cultura.

A Horus também desenvolve tecnologia para drones com o intuito de mapeamento aéreo.  “Nossas aeronaves possuem sensores bastante similares a sistemas utilizados apenas em satélites. Isso possibilita que, por meio dos nossos algoritmos de inteligência computacional, façamos diagnósticos precisos quanto aos problemas de manejo na plantação, prevenção de infestação de pragas e otimização no uso de insumos, sempre buscando reduzir os custos do agricultor e aumentar a produtividade da lavoura” destaca Lucas Bastos, diretor de projetos da empresa.

Já a última, coleta dados sobre rebanho e gestão de fazendas. Com ele, é possível controlar todas as etapas do manejo reprodutivo, custos de nutrição, pasto e confinamento. Ganhe até 30% no tempo durante o manejo, com uso do leitor de brinco eletrônico e comunicação via Bluetooth; colete dados de manejos em campo, sem internet, e sincronizando automaticamente os dados no sistema de gestão; e tome decisões em tempo real, visualizando qual foi o ganho de peso no momento da pesagem.

Almir Araújo Silva, Gerente de Marketing Digital da BASF, subiu ao palco, na persona de grande empresa, para jogar ao lado das agrotechs. Segundo ele, as startups que estão construindo as fazendas 4.0 (com IoT, machine learning e big data) são o caminho para resolver os grandes problemas discutidos ao longo do evento: alimentar o mundo; atender a demanda populacional; ter uma melhor previsibilidade climática para ajudar o produtor na tomada de decisão; diagnóstico mais preciso para a saúde vegetal; uma maior integração dentro e fora da porteira; maior sustentabilidade, produtividade e rentabilidade.

Sob essa perspectiva, o executivo apresentou o AgroStart, programa de aceleração da BASF em parceria com a ACE. “Nosso objetivo é que a BASF traga cada vez mais soluções digitais, que contribuam de forma positiva no dia-dia da agricultura. O programa AgroStart é um dos passos mais importantes para consolidar e expandir a estratégia de agro digital da empresa, buscando inovação tecnológica muito além dos nossos muros”.

Os empreendedores contarão com o suporte metodológico, expertise, rede de mentores e parceiros da ACE, além de todo o know-how da BASF, que conta com profissionais especializados em diversas áreas do agronegócio, acesso ao mercado e uma cultura já estabelecida de inovação aberta. Ao final, a BASF avaliará oportunidades de investimento nos projetos mais bem-sucedidos, por meio de seu próprio fundo, o BASF Venture Capital. O empreendedor também terá a possibilidade de estabelecer parcerias com a BASF em busca de funding, compra ou distribuição de seus produtos ou serviços, além de poder expandir seu negócio para até 20 países.

A caminho do fim do dia, tivemos ainda 3 blocos de pitches de startups. Se apresentaram: Maikon Schiessl (AEGRO); Rogerio Vasconcelos (AGROPocket); Gustavo Alves (Nagro); Marcia Malaquias (Alluagro); Roberta Ottati (Truckpad); Antonio Melillo (Agrishare); Rafael Pereira (Asolum); Daniel Pacheco (UrbanFarmers); Ian Narlei (Drone Outlet); Paulo Bogorni (Bug Agentes Biológicos); e Luiz Tangari (Strider).

Com a AEGRO, através de um aplicativo, o usuário pode fazer a gerência de toda a parte operacional do manejo. Um sistema completo na nuvem está disponível para assinantes, que, além da parte operacional, permite uma gestão financeira e de estoque, além de fornecer indicadores e relatórios detalhados de todo o processo produtivo. A empresa nasceu da demanda de um consultor agrônomo que fazia controle da safra com base em planilhas Excel, mas percebeu que um sistema específico para a gestão agrária seria o caminho para economizar tempo e muitos recursos. O software é voltado especialmente para a produção de grãos, mas há usuários ansiosos para usufruir dos benefícios já o utilizam para fruticultura, cafeicultura, produção de cana, pastagem, bucha vegetal e até piscicultura.

O AgroPocket possui quatro etapas de implementação. A primeira já está implementada – a expectativa é que as outras três saiam até o ano que vem. A primeira traz uma calculadora para trabalhar com a calagem e adubação; a segunda é sobre defensivos agrícolas; a terceira função do app é de precificação de commodity; e a quarta etapa será a Rede Agro. Nada mais é do que um cadastro dos profissionais de agricultura. A plataforma buscará quem está próximo a você, o que eles fazem e seu contato

A Nagro quer assessorar os empresários e produtores rurais para facilitar a comunicação com as instituições financeiras e empresas do agronegócio, além de auxiliar na busca pelo melhor crédito e custo de contratação. Visando buscar sempre o melhor cliente para o banco e o melhor crédito para o cliente, os serviços primordiais oferecidos pela startup são assistência técnica, assessoria e consultoria em gestão do agronegócio. Através dos levantamentos feitos e do relacionamento com os proponentes, estrutura-se uma base de informações que auxilia a instituição financeira, ao avaliar a credibilidade dos empresários e produtores rurais e a viabilidade da proposta.

A Alluagro é uma startup que procura disponibilizar soluções mais práticas e rentáveis para o produtor rural. Na onda da economia compartilhada, ela está voltada para a minimização da ociosidade de máquinas e implementos agrícolas. Trata-se de um marketplace de locação de máquinas, implementos e frete agrícola. Com o aplicativo, você pode ofertar ou alugar qualquer tipo de máquina ou implemento, tudo isso através de geolocalização para diminuir custos logísticos.

A Truckpad quer conectar o caminhoneiro autônomo à carga. Lançado em 2013 por Carlos Mira, a plataforma permite que o motorista se cadastre e receba fretes de empresas. Atualmente, a empresa já viu o app ser baixado mais de 500 mil vezes e afirma que mais de 50% do universo dos caminhoneiros autônomos conhecem e usam esta ferramenta.

Para o produtor rural que faz uso de máquinas agrícolas terceirizadas em sua produção, a plataforma de serviços da Agrishare disponibiliza o acesso a prestadores localizados em todo o território nacional. As informações são disponibilizadas ao contratante de maneira centralizada, por meio de uma central de atendimento. Para aquele que possui maquinário agrícola e presta ou quer prestar serviços a terceiros, a startup disponibiliza o acesso a lista de demandas de serviços prospectados e captados em todo o Brasil. Dessa forma, a Agrishare abre uma nova fonte de renda no período em que as máquinas estão ociosas.

A Asolum é a primeira Indoor Farm da América Latina, com produção altamente tecnológica, em ambiente fechado, estéril, com iluminação 100% artificial, em estrutura vertical e com elevada automação. O cultivo é feito através de hidroponia, sem uso de agrotóxicos, reduz em até 95% o uso de água e é até 100x mais produtivo que um plantio convencional.

A UrbanFarmers usa tetos de edifícios nos centros urbanos para produção de alimentos. A startup é responsável pelo desenvolvimento, projeto, construção, operação e comercialização. Vegetais e peixes produzidos no mesmo sistema sem a necessidade de agrotóxicos e economia de até 95% de água eliminando os custos e desperdícios na cadeia logística.

A Drone Outlet comercializa drones, oferece serviços de mapeamento aéreo 3D, seguros, captação e geoprocessamento de imagens e consultoria gratuita na área.

A Bug desenvolve em laboratório as traças (ou ovos) de pragas de cana, soja, milho, algodão e muitas frutas. Em paralelo, cria as vespas, que são parasitas naturais dos insetos que destroem as plantações e insere os ovos dessas vespas dentro dos ovos das pragas. Então, a larva da vespa torna-se hospedeira e vai crescer e se alimentar dentro do ovo da praga, matando-a. O produto final da Bug são cartelas de papelão cheias desses ovinhos. Uma vez colocados na plantação, as vespas nascem e começam a procurar ovos para hospedar sua prole. Assim, repetem o processo e eliminam as pragas. O uso das vespas para controle de pragas é também um ganho ambiental enorme, já que substitui o uso de agrotóxicos.

A Strider desenvolve ferramentas que auxiliam o monitoramento ostensivo da lavoura e agilizam o processo de tomada de decisão do agricultor. O dono da fazenda faz uma aplicação controlada de agrotóxicos, reduzindo o desperdício de insumos e a quantidade de produtos químicos despejados no campo. A Strider já monitora o maior número de hectares pagos do mundo – são mais de 500 fazendas que aplicam suas ferramentas sobre um território de mais de um milhão de hectares, distribuídos por quatro países. Após fechar o ano passado com faturamento 2,5 vezes superior a 2015, a empresa pretende investir, este ano, mais de R$ 4 milhões em novas tecnologias e na expansão de serviços. A meta é crescer três vezes mais.

Participe do maior censo de startups do Brasil! Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

E caso você tenha interesse em anunciar aqui no StartSe, baixe nosso mídia kit.

[php snippet=5]