Como a Nova Economia afetará a vida das pessoas e das empresas?

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Por Isabella Câmara

5 de dezembro de 2017 às 09:44 - Atualizado há 3 anos

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Pedro Englert, CEO da StartSe, subiu ao palco do RetailTech, a maior conferência de tecnologia do varejo do Brasil, e começou falando do lugar mais disruptivo do mundo: o Vale do Silício. Segundo ele, quando uma pessoa se depara com a cultura e com o ecossistema empreendedor do local, que é baseado em capital, know-how e rebeldia, é como se ela olhasse para o futuro. Consequentemente, o medo de se tornar obsoleto nasce. Para ele, a única forma de driblar isso e se manter dentro do mercado na Nova Economia é a capacidade de criar valor e desenvolver ideias que gerem valor.

 

A internet e as redes sociais, segundo Pedro, são boas aliadas durante esse novo momento da economia. “Mais da metade das pessoas aqui no RetailTech não são de São Paulo. Isso é interessante, porque a StartSe nunca fez nenhuma estratégia física fora do estado, mas mesmo assim a gente conseguiu criar um laço digital com vocês através das redes sociais”, conta Pedro. Segundo ele, essa estratégia será ainda mais forte em 2020. Isso porque a previsão para esse ano é de que 66% da população mundial tenha acesso a internet e as redes sociais.

Para o especialista, a Nova Economia aumentará a expectativa de vida da população, bem como diminuirá as horas trabalhadas, as taxas de acidentes aéreos e naturais e reduzirá a quantidade de pessoas que vivem abaixo do nível da pobreza.

Mas não é só a vida das pessoas que serão afetadas por esse novo conceito. Há 15 anos, uma pessoa desembolsava cerca de US$ 15 milhões para empreender e criar uma startup. Hoje isso mudou e o custo para isso passou para US$ 5 mil. “Hoje centenas de milhares de pessoas criam startups e a barreira do empreendedorismo está caindo. Isso se deve as tecnologias que não evoluem mais de forma isolada. As tecnologias evoluem e se convergem, o que faz com que coisas que até um tempo atrás não eram possíveis, se tornem reais hoje”, afirma Pedro.

Com a Nova Economia, as grandes empresas ficam menos tempo na lista das grandes empresas do S&P 500. De acordo com Pedro, uma empresa ficava cerca de 60 anos no índice em 1960. Já atualmente, o máximo que uma empresa permanece no ranking é 15 anos. “Isso acontece porque as empresas não conseguiram criar condições para inovação. Se um funcionário erra, por exemplo, ele é demitido. Agora se ele acerta, ganha mais um salário. As empresas precisam dar margem para erro, dentro de certos limites estabelecidos, para conseguir inovar”, diz.