7 tecnologias mudam nossa relação com alimentos (para salvar humanidade)

Da Redação

Por Da Redação

14 de setembro de 2017 às 15:36 - Atualizado há 3 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

Em breve seremos 10 bilhões de pessoas no planeta – um crescimento exponencial frente aos poucos bilhões no último século. Só que para alimentar essa quantidade imensa de pessoas, não vai ser fácil. A agricultura precisa ser, cada vez mais, muito eficiente para que tenhamos chance de que todos sejam alimentados.

Mas estamos avançando nesta área. Abaixo, separei 7 tecnologias que estão mudando nossa relação com a comida. Muitas delas estão fazendo com que o campo seja cada vez mais produtivo: um imperativo para alimentarmos todos e o principal assunto do Agrotech Conference, um evento exclusivo que estamos promovendo em São Paulo para tratar da revolução que as startups estão trazendo para o campo brasileiro.

Alimentos Geneticamente Modificados

Muitas vezes criticados, os transgênicos são essenciais para alimentarmos toda a população mundial, aumentando e melhorando certas qualidades deles, como resistência para herbicidas, pestes e ainda aumentando o valor nutricional do produto. Já faz bastante tempo desde que o primeiro produto transgênico foi para o mercado, mais de 20 anos atrás.

Infelizmente, o mundo continua muito preconceituoso a respeito dos transgênicos. Alguns dos melhores avanços neste mundo mostram alimentos que podem crescer em habitats diferentes de seus nativos, o que pode aumentar a produtividade dos alimentos e alimentar mais pessoas, como trigo, arroz e outros cereais. Vários animais também já estão sendo modificados para aumentar a produção de carne, crescer mais rápido.

Agricultura de precisão

O uso da agricultura de precisão é cada vez mais comum, com imagens de satélites e GPS podendo monitorar uma série de coisas, como produtividade, nível do solo, padrão do clima – tudo isso para aumentar a eficiência da agricultura. Ela também foi adotada no início dos anos 90, mas está sendo levada para um novo nível de eficiência nos últimos.

Basta ver a Hypercubes, uma empresa fundada por um brasileiro no Vale do Silício, que consiste de um enxame de satélites capazes de analisar muitos dados vindo do solo de uma fazendo – a ponto de saber o que deve ser plantado ou não, em que áreas e tratar praticamente cada centímetro de uma plantação da forma correta. Ela estará no Agrotech Conference para expor a sua tecnologia.

Drones

Fazendas geralmente são MUITO, MUITO grandes e é difícil monitorar as áreas sozinho. Ou você tem vários funcionários ou você tem… tecnologia! Drones podem ser fundamentais para tal. Com drones você pode ver cobrir uma grande área em pouco tempo. Você pode monitorar partes da fazenda remotamente, ter informações sobre locais danificados mais rápido e tirar fotos que vão lhe ajudar.

O Agrotech Conference também terá uma startup nesta área: trata-se da Arpac, que produz  aeronaves remotamente pilotadas de alta capacidade. A empresa produz drones com alta capacidade de carga, cujo objetivo principal é  aumentar a produtividade no campo.

Internet das Coisas

Sensores continuam ser muito importante para a tecnologia do campo. Eles podem gerar uma enorme quantidade de dados sobre irrigação, produção, crescimento, nível do solo e outras coisas mais. Novamente, essas informações podem te ajudar a gerir a fazenda de maneira mais eficiente, tratar melhor o solo (já que esse é um dos pontos principais para aumentar a produtividade no longo prazo e reuzir custos).

A gigante John Deere é uma das empresas que está usando internet das coisas, com sensores que podem monitorar a mistura do solo, a produtividade atual e saber quanto fertilizante é necessário naquela área. Trata-se de um segmento que deverá movimentar trilhões nos próximos anos.

Reduzir o desperdício de alimentos

A tecnologia também pode ser usada na outra ponta: reduzir o gasto desnecessário de alimentos. Nos Estados Unidos, mais de 40% dos alimentos é jogado fora. Esse número pode ser reduzido: blockchain já é usado pelo Walmart para acompanhar os produtos que estão próximos da validade, e que podem ser vendidos com um super desconto.

Aplicativos também podem ser usados para tal. Alguns dão a opção de usuários comprarem comida mais barata em restaurantes, para impedir que aqueles alimentos sejam jogados fora. Há também apps para que pessoas vendam comida que sobrou para seus vizinhos. Tudo para reduzir o desperdício e nos deixar cada vez mais eficientes.

Impressora 3D

A ideia de construir uma impressora capaz de “imprimir alimentos” não é nova, mas finalmente chegou. Ela deverá fazer com que certas receitas se tornem mais fáceis de fazer, ou, ao menos de transportar. A Hershey’s fez um teste com uma impressora para imprimir chocolate (você coloca os ingredientes ali, aperta para imprimir e… voilá!), reduzindo a necessidade de transporte, fazendo o produto mais barato.

A Nasa também usou uma impressora 3D para fazer pizza, o que pode ser um passo adiante para a alimentação no espaço. Uma das principais impressoras 3D para alimentos é a Foodini.

Fazendas urbanas

Com menos espaço para fazenda, é possível que as produções migrem para as cidades, com fazendas verticais – tecnologia que já existe há bastante tempo, mas que está sendo aprimorada. A Philips, por exemplo, está trabalhando em lâmpadas de LED especiais com ondas especiais que fazem as plantas crescerem mais rápido. Em Londres, a tendência é colocar plantações em túneis abandonados do metrô ou abrigos anti-aéreos da segunda guerra mundial. E tem funcionado.

Todas essas tendências vão ser discutidas e mostradas na prática durante o Agrotech Conference, que acontece dia 21 de setembro em São Paulo. Não perca a oportunidade de participar do evento.