5G chega em 2020 para conectar tudo; saiba o que será capaz de fazer

O que se chama de "internet das coisas" é o que será criado pelo 5G. Uma gama de serviços passará, com ela, a ter conectividade ? como os carros

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Por Júlia Miozzo

29 de outubro de 2015 às 11:30 - Atualizado há 4 anos

No início do ano, o site OpenSignal divulgou um estudo que mostra que o Brasil ocupa a 11ª posição em um ranking de 29 países, quando ao acesso e cobertura do 4G. Essa situação não é exclusiva do Brasil, já que a tecnologia ainda é precária em muitos outros países.

Mesmo assim, já se fala na internet 5G e do que ela será capaz. O que muitas pessoas ainda não sabem é que ela não será uma versão mais rápida e melhor do 4G, mas sim algo totalmente diferente. “Não vai ser igual o salto do 3G para o 4G, que foi quando se criou uma banda larga de verdade e criou-se o smartphone”, explicou Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm para a América Latina. “O 5G vai solucionar o problema de levar a rede móvel a serviços como cirurgia remota, drones e navegação autônoma, o que hoje ainda não é possível”, disse.

O que se chama de “internet das coisas” é o que será criado pelo 5G. Uma gama de serviços passará, com ela, a ter conectividade – como os carros, que, ainda segundo Rafael, devem passar a ser fabricados com uma tecnologia para tal a partir do ano que vem. Assim, todos os objetos do cotidiano devem ser interconectados.

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Isso não significa que a internet móvel não deva melhorar: mesmo com a invenção do 5G, a conexão 4G continua evoluindo e agregue cada vez mais funções. “O real objetivo da quinta geração é tornar a indústria mais robusta e permitir que todas as redes se integrem. Hoje, já sabemos que o dispositivo é um só”, disse Cristiano Amon, co-presidente da Qualcomm Technologies.

Estima-se que, a partir de 2020, a internet 5G já deve estar disponível para uso – pouco antes das Olimpíadas de Tóquio. Porém, é capaz que ela chegue antes, em 2018, por conta da forte demanda trazida por outros eventos esportivos de grande porte: as Olimpíadas de Inverno na Coreia do Sul e a Copa do Mundo na Rússia – e as grandes empresas já se preparam para colocar o serviço em prática nos eventos.

E no Brasil?
“É rico no Brasil o campo para a internet das coisas. A necessidade da nova tecnologia, em algum momento, vai fazer com que a migração de tecnologias aconteça mais rápido”, disse Cristiano. Ele ainda comentou sobre projetos que já são discutidos e que podem ser implantados São Paulo e outros estados brasileiros, embora ainda não estejam em desenvolvimento – como o de smart lighting e até de monitoramento e rastreamento de celulares no país.