Conheça algumas iniciativas para mulheres que querem aprender a programar

Nesta última matéria da série “Mulheres da Tecnologia, sim elas fazem a diferença”, listamos algumas iniciativas incríveis que vale a pena conferir!

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De acordo com o Code.org, empregos na área de computação irão mais do que dobrar até 2020, para 1,4 milhão de vagas. Porém, não há mão de obra qualificada suficiente para cumprir essa demanda e a estimativa é que somente 400.000 vagas sejam preenchidas. No ano passado a ONU Mulheres também fez um alerta global de que nós, mulheres, estamos fora dos principais postos de trabalho gerados pela revolução digital. É preciso mudar estes números!

Nesta última matéria da série “Mulheres da Tecnologia, sim elas fazem a diferença”, listamos algumas iniciativas incríveis que vem revolucionando o cenário sexista que até a pouco tempo conhecíamos. Mulheres que se mobilizaram e criaram espaços para discutir tecnologia, inovação, novas linguagens de programação e o desenvolvimento de projetos disruptivos. Veja abaixo algumas iniciativas bacanas que têm o propósito de inserir cada vez mais meninas no mundo digital. Tenho certeza que pelo menos uma delas você vai se identificar:

  • A “PrograMaria” é um convite para refletir, se inspirar e aprender. O objetivo é contribuir para que mais meninas e mulheres sintam-se motivadas e confiantes a explorar os campos da tecnologia, da programação e do empreendedorismo e promover oportunidades e ferramentas para que elas deem os primeiros passos na aprendizagem da programação. Site: https://www.programaria.org/
  • O “Minas Programam” é um projeto que vem para ajudar a desconstruir a noção de que os homens são mais aptos a programar. O objetivo é compartilhar conhecimentos técnicos e políticos com mulheres! A ideia é promover um espaço de formação básica para mulheres que queiram saber mais sobre programação, mas não sabem por onde começar. Site: http://minasprogramam.com/
  • O “PyLadies” é um grupo internacional de mentoria com foco em incluir mais mulheres (cis, trans e não-binário) na comunidade de TI por meio da linguagem de programação Python. Na capital paulistana, o PyLadies São Paulo foi criado em 2015 e ministra cursos gratuitos de Python desde o básico – para quem não tem nenhum conhecimento de programação – até conteúdo mais avançado. Site: http://brasil.pyladies.com/
  • O {Reprograma} é o único projeto no Brasil a oferecer um curso intensivo e gratuito, estilo bootcamp (com duração de 18 semanas em período integral), para ensinar programação front-end a mulheres cis e trans que não estejam empregadas. O foco é exclusivamente em tecnologia: ensinamos linguagens de programação front-end (HTML, CCS e Javascript) e introdução de temas diversos para que as alunas pensem um negócio do início ao fim e possam desenvolver projetos próprios. Site: http://reprograma.com.br/
  • A InfoPreta é a empresa precursora da diversidade no mundo digital, a primeira companhia a trabalhar colaboradoras negras e participantes de minorias. Hoje a InfoPreta tem sua sede no centro de São Paulo, utiliza o local para além de atender os seus clientes, oferecer cursos, palestras e workshops de tecnologia, empreendedorismo e inovação. Site: http://www.infopreta.com.br/
  • A Ruby Ladies é uma iniciativa para conectar e incentivar mulheres a entrar para o mundo da programação, utilizando a linguagem de programação Ruby. Por meio de workshops, palestras e mentorias, o objetivo é que o mundo de tecnologia tenha cada vez mais a participação das mulheres. Site: https://www.meetup.com/pt-BR/Ruby-Ladies/
  • A Rails Girls surgiu com o objetivo de ajudar mulheres em vários lugares do mundo a entender mais sobre tecnologia. Em agosto deve ter início mais uma turma em São Paulo, capital. Fique de olho e não perca as inscrições! É gratuito. Site: http://railsgirls.com/saopaulo.html
  • A UPWIT - Unlocking the Power of Women for Innovation and Transformation ou Destravando o Poder das Mulheres para Inovação e Transformação - é uma consultoria de inteligência de gênero e inovação. Seu objetivo é fomentar a liderança feminina e a mudança de cultura dentro das empresas para que elas percebam a diversidade como um vetor de inovação. Site: http://upwit.org/
  • O blog Mulheres na Computação foi criado pela Camila Achutti assim que ela entrou no curso de Ciências da Computação da USP e se deu conta que era a única mulher na sala de aula. Ela então decidiu criar o canal para compartilhar informações relacionadas à tecnologia e empreendedorismo feminino, além de oportunidades de vagas e cursos na área. Site: https://mulheresnacomputacao.com/

Além de todas estas iniciativas existe também a plataforma “Codamos” que funciona como uma vitrine de eventos, meetups, cursos, workshops e palestras inclusivas na área de tecnologia. A ideia é descomplicar a comunicação entre quem organiza e quem quer participar de eventos. 

A série de reportagens sobre as mulheres da tecnologia encerra aqui, mas em breve teremos neste mesmo espaço entrevistas exclusivas com fundadoras e CEOs de startups que estão revolucionado o mercado no Brasil e no mundo.

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