Neutralidade de rede vai terminar nos EUA! O que significa? Como fica o Brasil?

A legislação modificada nos Estados Unidos e a polêmica envolvendo Portugal traz novamente a toma o futuro da neutralidade

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Mudanças! A neutralidade de rede não permite que os fornecedores de internet privilegiem ou restringem qualquer app ou serviço que utilizam a sua conexão. Resumindo, independente do plano de internet que você possua a operadora não poderá limitar os app que você poderá acessar. Só que isso foi discutido recentemente nos Estados Unidos e pode ser discutido no Brasil. E foi justamente a favor disso que Federal Communications Commission nos Estados Unidos votou no fim do ano passado.

Aqui no Brasil temos o Marco Civil da Internet que garante aos usuários que seu sinal se mantenha igual perante aqueles que possuem o mesmo plano, ou seja, eles jamais poderão transmitir um sinal maior ou menor para usuários com o mesmo plano que o seu dependendo do que você use ou não. Caso o Congresso vote pelo fim do Marco ficaremos no mesmo barco que os Estados Unidos, mas o que isso muda para você?

Simples! As operadoras poderão decidir o que cada cliente acessará, como e quantas vezes- e é a concorrência e os clientes que deverão trabalhar para "manter as coisas como estão". O fim da neutralidade permitirá a criação de "tiers" de navegação, com planos com alguns apps inclusos, ou seja, estes apps abriram mais rapidamente e não será descontado da cota. Consequentemente você acessará estes que não ‘comem’ a sua cota, mas somente aquelas companhias que pagarem e aceitarem as condições das operadoras terão esse benefício e acarretando na exclusão de outros.

Essa ação é alvo de críticas da imprensa americana que utiliza como principal exemplo desta situação Portugal, país que não possui nenhuma regulamentação sobre a neutralidade de rede - e criou uma internet em "blocos". Seguindo as regras da UE, Portugal utiliza o “zero rating” uma ação que permite as operadoras a criarem tarifas para o tráfego de alguns apps, mas que não é cobrado no plano assinado pelo cliente.

Como uma imagem funciona melhor do que mil palavras, basta olhar como é a tela de assinatura de uma operadora de internet no país.

Tem gente que acredita que isso é um grande avanço e tem gente que acredita que isso é um grande retrocesso na situação da internet. Essa é uma questão que necessita de uma grande discussão para saber o que é melhor para todos os envolvidos. Como os Estados Unidos funcionam como uma espécie de trendsetter mundial, espere essa discussão em breve no Brasil.

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