Amazon pode mudar a história de 7 empresas

Empresas estão seriamente envolvidas com a varejista e podem sofrer a cada mudança de diretriz

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As ações da varejista online Amazon cresceram mais de 50% no ano passado e agora estão disponíveis por US$ 1.146,19 por unidade. Esse é um reflexo do quanto a empresa cresceu nos últimos anos, em diversos setores. Agora, a relação da empresa com outras corporações pode estar fragilizada por um simples motivo: a Amazon está criando suas próprias funcionalidades. Soluções para o varejo serão discutidas na maior conferência sobre varejo e tecnologia do país.

Atualmente, a Amazon possui o valuation de US$ 545 bilhões. E ela alcançou esse valor tornando-se onipresente não apenas no varejo, mas em tecnologia e dispositivos eletrônicos. Em sua trajetória, a Amazon já possui o histórico de balançar economicamente outras empresas, como a livraria Hatchette. Agora, a Amazon pode decidir o futuro de outras empresas baseada na mudança de suas próprias diretrizes. Isso acontece porque em alguns casos, ela é a maior cliente de outras empresas. A situação é problemática porque a varejista está começando a dar conta de suas próprias demandas, fragilizando relações com outras empresas que antes ofereciam serviços. As empresas seriamente afetadas pelas atitudes da Amazon são:

Applied Optoelectronics

A maior cliente da Applied Optoeletronics, uma empresa de dispositivos ópticos e transmissores a laser, é a Amazon. No segundo trimestre, a receita da Applied Optoeletronics foi 47% advinda da Amazon. Já no terceiro, foi de apenas 10%. Isso se deve à mudança de tecnologia da própria empresa, que passou a usar transceptores de fibra ótica de 100G, em comparação aos de 40g que utilizava.

Prologis

A Prologis é uma empresa que administra condomínios logísticos. Atualmente, a sua maior cliente é a Amazon, que ocupa quase 5 milhões de metros quadrados de espaço e paga 50% mais à empresa do que seu segundo maior cliente, a DHL. Portanto, a contribuição da Amazon é importantíssima para a empresa – que está à mercê de todas as suas decisões. No entanto, a Amazon não encontrou sua própria solução para cuidar do próprio espaço (ainda).

International Paper

A International Paper corresponde à quase metade das caixas que a Amazon utiliza para embalar e enviar seus produtos. Uma análise da Barron estima que as vendas para a varejista corresponda de 6% à 7% do total de suas vendas.

Juniper Networks

A Juniper Networks é a responsável pelo serviço e suporte da nuvem da Amazon, a Amazon Web Services. No terceiro trimestre desse ano, a fraca demanda da Amazon pelos serviços pode ter sido responsável por uma baixa nos lucros da empresa, segundo o analista da UBS Steven Milunovich. A baixa demanda foi uma decisão da Amazon devido a mudança na arquitetura da informação utilizada pela nuvem.

PayPal

A Amazon aceita diversas formas de pagamento em seu e-commerce, um deles é o PayPal. Mas a analista da Bernstein Lisa Ellis afirmou que a relação entre as duas empresas pode acabar pois a varejista está melhorando seu próprio serviço de pagamento, a Amazon Payments.

Mastercard

A Mastercard é uma provedora de cartão de crédito que processa pagamentos. A relação com a Amazon está ameaçada pelo mesmo motivo do PayPal: Amazon Payments.

Visa

Concorrente do Paypal e Mastercard, agora a Visa ganha mais um novo concorrente, o Amazon Payments. Para a Amazon, é mais benéfico criar e utilizar a própria forma de pagamento do que pagar taxas para essas outras empresas.

(Via Business Insider)

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