O streaming acordou e revolucionou o mercado da música mundialmente

Como o streaming de música ultrapassou o download e angaria cada vez mais adeptos no mundo

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Dos discos aos CDs, dos CDs aos downloads: para quem pensava que nada superaria a facilidade dos downloads, o streaming – transmissão de dados através de rede - chegou para mudar esta ideia. Só nos Estados Unidos, mais de 30 milhões de pessoas pagam e usam o serviço, o que representa um aumento de 48% (US$ 2,5 bilhões) apenas no primeiro semestre de 2017. No mundo, a estimativa é de 112 milhões de usuários.

Segundo dados da RIAA, associação de gravadoras dos Estados Unidos, o streaming domina agora 62% da indústria musical americana. No Brasil, o streaming cresceu 52,4% comparado a 2015, segundo dados de relatório da IFPI (siga em inglês para Federação Internacional da Indústria Fotográfica).

O Spotify, um dos principais serviços de streaming de música no mundo, considera a possibilidade do Brasil e México ultrapassarem os Estados Unidos e Alemanha em número de usuários, devido à alta performance nos dois países. As devidas proporções devem ser consideradas: apesar do Brasil e México possuírem grande população, são menos desenvolvidos – o  que levou o streaming a se surpreender com o número de adeptos, segundo o IFPI.

A indústria musical decaiu cerca de 40% de 1999 a 2014, apresentando melhorias apenas a partir de 2015. O crescimento foi, justamente, por conta do mercado digital. Mas, enquanto os números do streaming ascendem, os do iTunes (serviço de download de músicas da Apple) apenas cai. O streaming supera o download por não precisar armazenar as músicas - o que economiza espaço nos dispositivos, algo cada vez mais valioso – e pelo preço, já que paga-se uma assinatura mensal fixa, e não por cada música ouvida. Você acaba tendo muito mais diversidade com menos dinheiro gasto.

Além disso, a facilidade na criação de playlists (algo incentivado pelos próprios streamings) garantem que pessoas conheçam novas bandas e músicas todos os dias. Hoje, dificilmente encontramos um artista que não participe de qualquer streaming – Spotify, Apple Music, Tidal, Deezer, Youtube... – e até mesmo Taylor Swift, que protestou contra o valor que recebia no Spotify e chegou a retirar suas músicas de lá, se sentiu obrigada a voltar para a plataforma para manter a relevância.

O meio digital é cada vez mais relevante e tem uma lógica própria também. Isso mudou certos setores da economia de "escassez" para "abundância" recentemente - e isso é muito, mas muito relevante. Vamos tratar da Nova Economia em um curso super dinâmico com Maurício Benvenutti, autor do bestseller Incansáveis.

(Via Recode)

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