3 formas em que a tecnologia está enfraquecendo o governo

Da Redação

Por Da Redação

11 de dezembro de 2017 às 10:28 - Atualizado há 3 anos

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A tecnologia está mudando o planeta de formas que você nem imagina. Uma delas é que o governo, como conhecemos, pode ficar cada vez mais fraco, conforme algumas tecnologias conseguem “minar” aspectos fundamentais do Estado. Algumas delas interferem tanto na capacidade de levantar impostos que pode fazer com que o governo não tenha recurso para uma série de coisas.

Outras ajudam as pessoas a burlar proibições vigentes e adquirir produtos e serviços que não deveriam estar disponíveis para a população. Em suma, facilitam que você não siga as leis vigentes no país de atuação.

Isso colabora para a construção de uma Nova Economia, muito mais “aberta” e com consequências positivas e negativas para quem estará envolvido. Para evitar os problemas que ela pode te causar – a possibilidade de perder o emprego, por exemplo -, você precisa estar preparado. Por isso, preparamos um evento imperdível em São Paulo com as pessoas responsáveis pela construção deste futuro. Conheça aqui.

Criptomoedas

O Bitcoin está batendo máxima atrás de máxima todos os dias, certo? Mas não é apenas nos ganhos financeiros que a moeda está se destacando, não. As criptomoedas, das quais o Bitcoin é a maior de todas, estão abrindo caminho para retirar do governo uma capacidade muito grande: a capacidade de cobrar impostos sobre tua renda e seus ganhos. Além de agir como se fosse uma espécie de “paraíso fiscal online”.

Duas pessoas fazendo transações em Bitcoins não passam, em momento nenhum, por qualquer coisa que tenha interferência governamental. É uma moeda que o governo não pode inflacionar através da impressão de novas unidades, nem mesmo taxar. É tão fácil ter conta em uma corretora de outro lugar do mundo quanto é de ter aqui do Brasil.

Um país mostra a utilidade da moeda: envolta em uma grande crise inflacionária, a Venezuela substituiu o Bolivar pelo Bitcoin – e as pessoas estão usando a moeda para ganhar dinheiro fora do país (com jogos online) e comprar itens em sites internacionais, principalmente aquilo que está em falta na Venezuela, como papel higiênico.

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Impressoras 3D

Sabe o embate entre quem quer proibir a propriedade de armas e aqueles que querem liberar? Esqueça. Quer você queira ou não, a liberação ganhou. Isso é fácil de ser explicado pela atuação das impressoras 3D: é possível você imprimir uma pistola ou até mesmo um rifle através de uma impressora dessas.

Basta ter os materiais, buscar um template na internet, baixar e imprimir. Voilá! Uma arma caseira sem número de registro e que o governo desconhece.

Para quem é favorável ao desarmamento, isso é um prato perfeito para dar problema, não é mesmo? Imagine a facilidade que será cometer um crime passional se você não tem nem um processo de espera para adquirir a arma quando deseja (método usado para diminuir esse tipo de incidente até mesmo nos Estados Unidos)!

Bom, ao menos é duvidável que milhares de pessoas baixem e imprimam armas em suas casas. A maioria das pessoas segue as leis e regras. Ao menos foi só uma parcela da população que entrou na DeepWeb nos últimos anos para conseguir contratar todos os serviços excusos possíveis, como drogas e até mesmo escravos.

E quem é desfavorável ao desarmamento pode ficar tranquilo. A impressão 3D é no máximo um grande “ganhamos” para essas pessoas.

Empreendedorismo digital

Você já ouviu falar da Estônia? Essa pequena ex-república soviética se tornou um dos grandes polos de empreendedorismo do mundo, com a maior quantidade de startups per capita do mundo. É impressionante o que eles fazem, principalmente por que uma boa parte de startups lá sediadas são de pessoas que nunca nem pisaram em território do país.

Sim, o governo de lá oferece um programa de residência digital (e-residency) que permite que você empreenda digitalmente no país sem nunca nem ter falado uma palavra na língua local, conversado com um governo.

Milhares de startups já quiserem integrar o ecossistema da Estônia, que lhes garante uma porta de entrada na Zona do Euro – e impostos e burocracias menores do que se estivessem em países como o nosso, por exemplo. Criou-se, pela primeira vez, uma COMPETIÇÃO entre governos para ver quais dão as melhores oportunidades para os empreendedores. E isso é completamente revolucionário.

Embora isso seja um governo tirando receita, impostos e burocracias de outros, isso deverá contribuir para uma tendência de redução global de burocracias. Se seu negócio é digital, escalável e global, por que escolher o país mais burocrático para abrir negócio se há outras opções melhores?