Startup japonesa promete resolver problema de falta de energia na Lua

João Ortega

Por João Ortega

22 de fevereiro de 2019 às 13:58 - Atualizado há 2 anos

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Um dos obstáculos para a exploração espacial é a energia. Manter os sistemas de uma estação espacial na Lua funcionando é um desafio por conta das temperaturas extremas a que o satélite natural fica exposto. A startup de tecnologia espacial japonesa ispace firmou um acordo para testar em uma expedição à Lua uma bateria sólida, que pode ser a solução para o problema.

Hoje, as soluções energéticas no espaço vão desde placas solares até baterias de íon-lítio, semelhantes as utilizadas em smartphones. Entretanto, certas regiões da Lua passam semanas sem luz solar e atingem temperaturas de -150°C, o que congela e inutiliza as baterias tradicionais.

A bateria sólida está sendo desenvolvida pela empresa japonesa NGK SPARK PLUG. A ispace vai levar o protótipo para a Lua em expedição marcada para 2021. Diferente das baterias líquidas, ela não congela sob baixas temperaturas. Em caso de sucesso, a tecnologia será um grande passo para manter bases fixas no satélite natural.

Em comunicado, a ispace afirmou que “a especialidade da NGK SPARK PLUG em desenvolver baterias compactas é chave para a instalação em naves espaciais”. Takeshi Hakamada, CEO e fundador da ispace, ainda disse que o “fornecimento de energia estável será o componente mais importante para permitir que a indústria se desenvolva na Lua”.

O Vale da Lua

A ispace projetou um plano de dez missões, até 2023, com o intuito de criar um ecossistema integrado entre a Terra e a Lua. A startup define os “recursos espaciais” como a única saída sustentável para manter os padrões de vida humana.

“Fazer da Terra e da Lua um único sistema gera uma nova economia com infraestrutura espacial”, explica a empresa em seu site oficial. “Esse resultado é nosso objetivo final, e encontrar rastros de água na Lua é o primeiro passo para alcançá-lo”. Em 2040, a ispace projeta que já exista uma cidade habitada na Lua.

Hakamada afirma ter diversos empreendedores e acionistas apoiando o projeto da ispace, que pretende enviar seu primeiro veículo à Lua em 2020. A empresa tem um capital social próximo a US$ 100 milhões.