Squads, DNVB e saúde para alta performance – ReStartSe 07/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

8 de abril de 2020 às 17:09 - Atualizado há 8 meses

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 17h.

Confira o resumo das aulas desta terça-feira (7):

Karen Caetano: Saúde para alta performance

O estado de flow é atingido quando o cérebro chega ao nível máximo de ativação, proporcionando uma maior concentração no trabalho e na vida. Na primeira trilha do dia, ministrada por Junior Borneli, Karen Caetano, médica especialista em medicina esportiva, explicou como atingir esse nível – e como pode auxiliar em momentos de estresse.

  1.       Preparação. É necessária uma boa alimentação e sono na noite anterior. “Cuidado com alimentos que sequestram energia, como fast-food e bebidas alcóolicas. É necessário dar matéria-prima para os neurônios funcionarem. Prefira uma alimentação com legumes, peixes – o ômega 3 influencia muito na tomada de decisão”, afirmou.
  2.       Aquecimento. É necessário criar um ritmo e conexão entre corpo e mente. Em tempos de isolamento, faça exercício em casa – é a melhor forma de fazer seu corpo lidar com o estresse de maneira instintiva. “A inatividade física traz um acúmulo de gordura que causa inflamação crônica, que rouba energia e processos neuro-hormonais que te fariam decidir diferente”, disse a médica.
  3.       Jogo. É necessário afastar os fatores que aumentam sua frequência cardíaca e causam nervosismo. Além disso, é importante estabelecer a relação entre habilidade x sentido. “Nós procrastinamos quando não vemos sentido nas coisas”, explicou.

Guilherme Cerqueira: As habilidades exigidas pelo Vale do Silício que valem para qualquer lugar do mundo

Na segunda trilha do dia, Maurício Benvenutti recebeu Guilherme Cerqueira, empreendedor serial e CEO da Worthix. Ele compartilhou sua experiência no Vale do Silício. “O Vale me ensinou que as principais competências são de atitudes, não acadêmicas. Uma empresa nada mais é do que um conjunto de pessoas trabalhando por um único objetivo. Por isso, trabalhar para você e para o cliente é fundamental”, explicou.

Outro aprendizado é de empoderar o máximo de pessoas possível, transmitindo conhecimento. “A economia que vivemos hoje é a da experiência do cliente. Empresas são criadas e destruídas em enorme velocidade. Você tem que lembrar que quem entrega a experiência do cliente é o seu funcionário, e por isso ele tem que ser empoderado”, disse Cerqueira.

Eduardo Glitz: DNVB – marcas nativas digitais verticais

As DNVBs, digitally native vertical brand, são uma nova tendência do varejo. São marcas que nascem no meio digital, no e-commerce, e são responsáveis pelo produto que vendem do início ao fim. Elas produzem, vendem e se relacionam com o cliente diretamente. O objetivo? Entregar um produto mais acessível, melhorar a experiência do consumidor e entregar um produto único que faça com que os clientes virem fãs, fortalecendo a marca.

Eduardo Glitz, sócio da Yuuol, uma DNVB focada em calçados, explicou as vantagens desse modelo. “O investimento para empreender é muito menor. Você investe no digital ao invés de se preocupar com criar uma estrutura física, com lojas, deixar exposto em supermercado, shopping center…”, explicou. Mas, embora nasçam digitais, nada impede que as DNVBs abram um local físico – principalmente para se aproximar ainda mais dos consumidores e divulgar sua marca.

O principal aliado das DNVBs são os dados. Por operar principalmente online e vender diretamente para o cliente final, as startups podem conhecer de perto quais são os perfis de consumidores que mais e menos compram no site – e o porquê. Dessa forma, o investimento em marketing e o desenvolvimento de produto tornam-se ainda mais certeiros. Exemplos de DNVBs brasileiras: Yuool, Amaro, Livo, Zissou e Sallve.

Luís Gustavo Lima: SQUADS: inovação em todos os níveis, da liderança ao resultado

Na última aula do dia, Pedro Englert recebeu Luís Gustavo Lima, sócio da ACE. Ele explicou o método organizacional de time em “squads”, modelo adotado pelo Spotify e baseado em metodologia ágil. Nos squads, os times são divididos em equipes com hierarquia quase zero. Os funcionários possuem autonomia para se auto gerenciarem.

Para isso, é necessário um time escolhido a dedo, que possa trabalhar em ciclos rápidos de experimentação e incerteza. Eles devem ser integrados, mesmo que trabalhem de forma autônoma. Para uma gestão ágil, o trabalho deve ser aplicado em pequenos projetos para garantir a maleabilidade dos processos e o rápido ajuste às mudanças.

Unindo todos esses pontos, há o mindset intraempreendedor – quando o empreendedorismo acontece dentro de uma empresa. Os funcionários devem ser educados para identificar possíveis novos modelos de negócio ou identificar os que não fazem mais sentido. Um case de sucesso é Benjamin Black, funcionário da Amazon que viu o potencial na computação de nuvem dentro da companhia. Mais tarde, foi criada a Amazon Web Services.