Saída de Jeff Bezos inicia “Nova Era” na Amazon; confira os feitos da companhia

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

5 de fevereiro de 2021 às 16:40 - Atualizado há 4 semanas

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É o fim de uma era na Amazon. Jeff Bezos anunciou que irá deixar o cargo de CEO na companhia (embora continue como presidente do conselho administrativo). Na carta em que anuncia a decisão aos funcionários, o fundador destaca o que acredita ser o principal diferencial da empresa: inventar.

“A invenção é a rota para o sucesso. Nós fizemos coisas loucas juntos e as tornamos normais”, escreveu. “Se você faz a coisa certa, anos após uma invenção surpreendente, a coisa nova se torna normal. As pessoas bocejam. E esse bocejo é o melhor cumprimento que um inventor pode receber”.

Após crescer por 27 anos, chegar ao valor de mercado de US$ 1,67 trilhão e produzir uma sucessão de “invenções”, a Amazon se tornou uma das maiores varejistas do mundo. A empresa irá mudar de comando em um momento positivo, após ter experimentado o melhor ano de sua história, com US$ 386 bilhões de receita em 2020.

O que podemos aprender com Jeff Bezos e a Amazon?

A trajetória da companhia nos mostra que Bezos não teve medo de ousar e entrar em novos mercados. Além de vender “de tudo”, a Amazon possui os próprios dispositivos e serviços. Embora seu maior sucesso continue sendo o e-commerce, iniciativas como a Amazon Web Services e os dispositivos como Alexa estão ganhando cada vez mais força.

Hoje, o atendimento ao cliente e a presença de marca facilita ainda mais que a empresa continue crescendo em outros setores — o que, como consequência, dá cada vez mais gás para que ela continue, nas palavras do fundador, “inventando”.

Embora a invenção seja o maior diferencial da Amazon, é tudo o que acontece antes e depois disso que torna a companhia uma concorrente temida e a preferida de milhões de clientes.

Confira abaixo algumas das inovações mais significativas da companhia até agora:

As “invenções” da Amazon

1994 – Fundação da Amazon.com

A Amazon foi criada em 1994, em Seattle, após Jeff Bezos se demitir do hedge fund D. E. Shaw & Co. O objetivo estava claro: criar uma loja de livros online. 

1997 – Um clique

Desde o início, o fundador da Amazon buscou oferecer a melhor experiência do cliente. Na maioria dos casos, decisões com este objetivo são as que fortalecem e diferenciam os negócios.

Em 1997, Bezos criou e patentou o “one click” — mecanismo em que permite que usuários já cadastrados façam compras com apenas um clique. A iniciativa existe até hoje, no site e em outras plataformas da Amazon. Para o cliente, isso traz conveniência; para a varejista, conversão e maior possibilidade de fidelizar um cliente.

2000 – O início do marketplace

Três anos depois, Bezos abriu a possibilidade de que varejistas vendessem seus produtos dentro da Amazon. Este foi o nascimento do marketplace da companhia, que também continua a todo vapor.

O marketplace traz mais clientes para os pequenos varejistas, enquanto a companhia ganha uma comissão sobre as vendas realizadas. Não à toa, esse é um modelo que continua em ascensão e que é utilizado por varejistas no Brasil e no mundo.

2005 – Amazon Prime

O serviço de assinatura da Amazon é a frente mais consistente em fidelização do cliente já feita pela companhia. Atualmente, são 150 milhões de assinantes distribuídos ao redor do mundo.

Através da assinatura, eles possuem vantagens como entrega rápida (em alguns locais, em dois dias ou menos), acesso às plataformas de streaming da companhia e outros benefícios.

Embora tenha sido criado em 2005, foi apenas em 2019 que o Prime chegou ao Brasil. O preço competitivo de R$ 9,90 permite que a companhia concorra para muito além do varejo, com plataformas de streaming como Netflix e Spotify.

2006 – Amazon Web Services

A Amazon Web Services é a divisão de tecnologia da companhia. A AWS é líder em computação em nuvem e hospeda alguns dos maiores sites da internet. É, também, uma das maiores fontes de receita da companhia: no quarto trimestre de 2020, foi US$ 12,7 bilhões. Há um ano, no mesmo período, este valor foi de US$ 10 bilhões.

Essa divisão era liderada por Andy Jassy, que agora irá assumir o cargo de CEO na empresa-mãe, substituindo Bezos.

2007 – Kindle

O lançamento do Kindle mostrou que a Amazon não tinha esquecido de suas raízes. A empresa criou o leitor digital de livros, e novamente trouxe benefícios para os clientes e para a própria empresa.

Enquanto os leitores podem pagar valores mais acessíveis pelos e-books e ter uma biblioteca na palma da mão, a Amazon deixa de lidar com a logística de envio dos livros. Agora, os clientes podem escolher pelo formato eletrônico ou original, em papel.

2009 – Aquisições

Embora tenha criado muitos produtos e serviços ao longo de sua trajetória, Bezos também soube o momento de incorporar outras companhias. Em 2009, ele adquiriu as varejistas Zappos e Woot por US$ 928 milhões e US$ 110 milhões, respectivamente.

A Zappos é reconhecida pelo exímio atendimento ao consumidor — um dos principais pilares da Amazon. Bezos trouxe essa inteligência para dentro da casa, bem como o “modo de fazer” da Woot, uma rede de e-commerce com foco em ofertas.

2014 – Novos dispositivos e mercados

A Amazon entrou em um novo setor mais uma vez ao criar o FireTV, dispositivo que transforma televisões comuns em smart, semelhante ao Chromecast do Google. A ferramenta permite assistir não apenas ao Prime Vídeo, mas também streamings de concorrentes.

Em 2014 a empresa lançou também seu primeiro dispositivo Echo. A varejista levou a fidelização e a conveniência dos clientes a um outro nível através da Alexa, sua assistente pessoal. Dentro de suas casas, a Amazon passou a entender o comportamento dos usuários. As “compras em um clique” também passaram a ser por comando de voz.

Ainda em 2014, além do mercado de smart speakers, a Amazon entrou no setor de games. A companhia adquiriu a plataforma de streaming de jogos Twitch por US$ 970 milhões. Atualmente, quem é Prime também possui benefícios no site.

2016 – Amazon Go

Em 2016, a Amazon continuou diminuindo sua distância dos clientes. A empresa criou a Amazon Go — uma loja física totalmente sem caixas. A companhia utiliza inteligência artificial e visão computacional para identificar os produtos comprados e efetuar a cobrança em suas contas da Amazon. Hoje, a rede de lojas está disponível em diversas cidades dos Estados Unidos.

Confira a visita da StartSe à Amazon Go:

2017 – Whole Foods

Um ano depois, a Amazon realizou sua maior aquisição: a do mercado Whole Foods por US$ 13,7 bilhões. A empresa passou a intermediar compras de supermercado, algo que havia tentado oferecer anteriormente com o Amazon Fresh.

2018 – Empresa trilionária

Em 2018, a Amazon foi a 2ª empresa de tecnologia a receber um valor de mercado trilionário. A primeira foi a Apple, um mês antes.

2020 – Fortalecendo-se no mercado de games

Seis anos depois da compra da Twitch, a Amazon lançou seu primeiro serviço próprio no mercado de games. A empresa parece ter aprendido com a experiência da plataforma para criar o Luna, seu streaming de jogos.

Semelhante ao Stadia, do Google, o Luna permite que os usuários joguem através de serviços de nuvem, sem necessitar de um hardware específico. A companhia agora une dois mercados em que está bem estabelecida: de serviços em nuvem (com a AWS) e o comportamento dos usuários com games (com a Twitch). Atualmente, o serviço está sendo lançado de forma progressiva nos Estados Unidos.