Conta da QuadrigaCX, corretora que ‘perdeu’ C$ 190 mi, está vazia desde abril

João Ortega

Por João Ortega

6 de março de 2019 às 16:12 - Atualizado há 2 anos

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Gerald Cotten, CEO e fundador da corretora de criptomoedas QuadrigaCX, morreu em dezembro e aparentemente havia deixado a empresa com C$ 190 milhões (cerca de R$ 540 milhões) inacessíveis. Isto porque Cotten guardava o dinheiro em um dispositivo sem acesso à internet, para o qual só ele teria a senha. Novas investigações, porém, revelam que este dinheiro foi retirado da conta da empresa em abril de 2018, cerca de oito meses antes da morte de Cotten.

Entenda o ‘caso QuadrigaCX’:

4 de fevereiro: Investidores de corretora de criptomoedas têm C$ 190 milhões bloqueados

14 de fevereiro:  QuadrigaCX transfere US$ 500 mil para conta inacessível

19 de fevereiro: O que dizia Cotten sobre carteiras analógicas e as implicações legais do caso

Auditores da EY foram responsáveis por acessar o computador de Cotten em busca de pistas sobre o caso, que está sendo julgado pela Suprema Corte da província canadense Nova Scotia. O que eles encontraram foi uma série de movimentações estranhas nas contas da QuadrigaCX, incluindo o esvaziamento total da carteira de C$ 190 milhões que pertencia a cerca de 115 mil clientes em abril. Os auditores não conseguiram descobrir, ainda, para qual conta a transferência foi realizada. Até dezembro, nenhuma outra movimentação foi feita na carteira.

Segundo o relatório da auditoria, a empresa mantinha “registros de contabilidade limitados” e nunca apresentou seus balanços financeiros. Além disso, 14 contas fantasmas foram encontradas na plataforma da QuadrigaCX, e para algumas delas realizadas transferências em criptomoedas.

Diversos portais focados em criptomoedas já discutem a possibilidade de ser um golpe de mais de meio bilhão de reais, embora a morte de Cotten tenha sido confirmada pelo governo indiano. O caso terá mais episódios, já que está previsto um outro relatório sobre esta investigação até o dia 11 de março.