Como a Rihappy criou um programa de afiliados para vender mais na quarentena

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

12 de junho de 2020 às 19:06 - Atualizado há 3 meses

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Quando a quarentena devido ao novo coronavírus obrigou o fechamento do comércio não-essencial em diversos estados do Brasil, a Rihappy investiu em um novo canal de vendas: o programa de afiliados. Um programa de afiliados permite que usuários cadastrados divulguem e ofertem produtos, ganhando comissões com as vendas realizadas. No caso, os próprios vendedores das lojas físicas se tornaram afiliados.

Em três semanas, a loja de brinquedos desenvolveu um programa de afiliados para impulsionar as compras online. Até então, o e-commerce era responsável por menos de 10% da receita total da companhia. De acordo com Emilia Velloso, líder de marketing da Rihappy, qualquer coisa que pode ser vendida através de um link pode ser ofertada através de um programa de afiliados. Além de vendas, o programa pode ser utilizado para recompensar por cadastros, leads gerados, número de cliques, entre outros.

É necessário apenas que a empresa crie (ou contrate) uma plataforma para isso. Dessa forma, os afiliados geram links com seus códigos e as vendas passam a ser rastreáveis. São exemplos de plataformas já prontas: Lomadee, Afilio, Zanoox, Monetize, Hotmart, entre outras.

Os afiliados acabam se tornando embaixadores da marca, passando a divulgá-la, bem como os produtos. O programa muda a lógica das vendas: ao invés do cliente vir até a empresa, a empresa passa a ir até ele. Velloso compartilhou a experiência da Rihappy em uma aula do StartSe Prime, a plataforma de conteúdo e de benefícios da StartSe.

De acordo com Velloso, a companhia conseguiu criar e implementar rapidamente o modelo pois já estava realizando um processo de transformação digital. “Quanto as lojas fecharam, havíamos acabado de veicular a campanha das lojas físicas de páscoa, e tudo foi perdido. O desafio foi transferir o que estava no físico para o digital”, comentou a diretora de marketing. “Fizemos o teste em dois dias, primeiro com o time de marketing, depois com o de operações, e lançamos, passando a receber feedback dos clientes”.

Os benefícios

Essa iniciativa de marketing possui alguns benefícios: baixo investimento em comparação a outras estratégias; aumento da capilaridade de vendas; foco no cliente; digitalização e a possibilidade de criar promoções exclusivas. Este é um modelo de negócios que deve continuar na Rihappy mesmo quando acabar a quarentena, pois tem apresentado bons resultados.

“Há a oportunidade de vender produtos inclusive direcionando as ofertas de afiliados para o público correto”, Velloso destaca.

O papel do afiliado

O programa tem provocado transformações de dentro para fora da companhia. Velloso comenta que o papel do vendedor está mudando e o ponto físico passa a ser, cada vez mais, um local para experiência. O contato com o cliente deve existir independente da loja física, através dos afiliados, um CRM bem estruturado, redes sociais, entre outros.

Os afiliados facilitam que vendas consultivas sejam realizadas. Isso porque os vendedores podem auxiliar o cliente, fazendo com que eles obtenham uma experiência de compra completamente diferente do que teriam ao apenas comprar em um e-commerce e/ou marketplace. Para quem não está acostumado com as compras online, há o benefício de contar com o auxílio de alguém, ter recomendação dos melhores produtos, entre outros.

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