Carteira ingênua: a solução simples para investir em ações e criptomoedas

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

29 de março de 2019 às 09:22 - Atualizado há 2 anos

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As criptomoedas se tornaram mais conhecidas entre 2017 e 2018, quando o Bitcoin – a mais famosa delas – começou a alcançar valores estratosféricos. Em 2019, outras moedas digitais também foram reconhecidas (como Ethereum e Ripple) e a nova tecnologia se tornou uma modalidade de investimentos.

Com isso, surge a questão: quando devemos investir em ações ou criptomoedas? Para André Oda, diretor de novos negócios da corretora de criptomoedas Coinbene, uma boa opção é utilizar carteiras “ingênuas”. Ele utiliza a teoria de Markowitz, que incentiva o investimento em uma maior quantidade e variedade de títulos de ativos, aplicando-a em uma conjuntura onde existem as criptomoedas.

Segundo estudo realizado pela Coinbene apresentado por Oda nesta quinta-feira (28) no Cripto & Blockchain Day da StartSe mostrou que a correlação entre ações e criptomoedas é de “quase zero”. Isso é importante porque, de certa forma, acaba equilibrando e diminuindo o risco na carteira de investimentos.

“Não é uma boa diversificar seu dinheiro entre Itaú e Bradesco, por exemplo, pois sofrem dos mesmos fatores conjunturais. Se os ativos não andam juntos, são bons ativos para diversificar a carteira”, comentou o diretor da Coinbene.

A “teoria das carteiras” de Markowitz prevê que um investidor aposte em um maior número de ações para lidar com o risco-retorno. Nesse caso, André Oda defende que seja realizada entre ações x criptomoedas porque até mesmo a natureza dos investimentos é diferente (o que ajuda na redução da correlação). “Quando as correlações são baixas, levam para um menor risco porque enquanto um está ganhando, outro está perdendo e vice-versa, um mercado não afeta o outro”, disse o diretor.

No caso das criptomoedas, até o retorno dos investimentos é diferente. Enquanto as ações têm um horário específico para operar, as moedas digitais são voláteis a todo instante. “As carteiras ingênuas, de ‘ingênuas’ não têm nada. Elas tendem a ter um risco mais baixo devido a teoria de informação e pela eficiência do mercado”, explicou Oda.

Foto: Eduardo Viana