Pesquisadores usam dados do Apple Watch para detectar sintomas de Alzheimer

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

9 de agosto de 2019 às 15:25 - Atualizado há 1 ano

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Em janeiro deste ano, Tim Cook afirmou, em entrevista à CNBC, que a maior contribuição da Apple para a humanidade será sobre a saúde. Nos últimos anos, a empresa tem se esforçado para isso. Em fevereiro de 2018, um estudo revelou que o Apple Watch é capaz de detectar diabetes em usuários com 85% de precisão. Já no início deste ano, o dispositivo detectou batimentos cardíacos irregulares no coração de um de seus usuáriossalvando sua vida. Em breve, o aparelho poderá identificar outras doenças.

Em um estudo realizado pela Apple em parceria com a farmacêutica Eli Lilly e a startup Evidation, as empresas analisaram se as informações coletadas por Apple Watches, iPhones e dispositivos de rastreamento de sono da Beddit poderiam ser usadas para detectar sinais precoces de Alzheimer ou outras demências. Durante 12 semanas, pesquisadores acompanharam 31 pessoas com comprometimento cognitivo e 82 saudáveis. Os indivíduos tinham entre 60 e 75 anos.

“Com essa pesquisa, analisamos como os dados de comportamento diário, como os capturados pelos iPhones, Apple Watches e monitor de sono Beddit, podem ser eficazes na diferenciação entre indivíduos com comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer precoce e aqueles sem sintomas”, disse Christine Lemke, co-fundadora da Evolution, em entrevista à CNBC.

Os pesquisadores estudaram fatores como controle motor dos usuários, humor, velocidade de digitação e padrões de sono. Os participantes preencheram pesquisas sobre humor e energia durante os 12 dias, além testes em um aplicativo. A partir da análise dos dados, os pesquisadores puderam diferenciar os indivíduos saudáveis daqueles que possuíam comprometimento.

Os usuários com funções cognitivas afetadas digitavam de forma mais lenta, enviavam menos mensagens e nem sempre respondiam as pesquisas. Os resultados do estudo indicam que, futuramente, smartwatches e outros dispositivos poderão ser usados para rastrear inúmeras doenças. De acordo com os pesquisadores, o estudo ainda tem limitações, e avaliações mais profundas precisam ser realizadas para conclusões a longo prazo.