Facebook deve ser regulado, dizem parlamentares do Reino Unido

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

19 de fevereiro de 2019 às 09:53 - Atualizado há 2 anos

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Uma investigação de 18 meses do governo do Reino Unido chegou ao fim e a notícia não é nada boa para o Facebook. Parlamentares britânicos atestaram que a rede social precisa ser regulada porque é incapaz de impedir o conteúdo depreciativo que circula na plataforma.

Além disso, os parlamentares descreveram Mark Zuckerberg, fundador da rede social, como “um fracasso de liderança e responsabilidade pessoal”. O Facebook foi investigado pelo Comitê Digital, de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido.

As fake news, tentativas de influenciar eleições e a falta de privacidade de dados foram algumas das principais acusações relatadas pelos políticos. A crítica também se estende para as redes sociais em geral. Para o parlamento britânico, é necessário que elas sejam regulamentadas por um regulador independente.

Damian Collins, presidente do comitê, afirmou que o Facebook violou, algumas vezes intencionalmente e outras sem intenções, regras básicas como a privacidade de dados e leis anticoncorrenciais. Atualmente, o Facebook é dono de algumas das maiores redes sociais do mundo, como o Instagram e WhatsApp – e planeja inclusive unificá-las.

Em resposta, Karim Palant, gerente de políticas públicas da rede social no país, afirmou que o Facebook está aberto a uma “regulamentação significativa” e de uma reforma nas leis eleitorais, bem como alto rigor na privacidade e uso de dados de usuários.

As polêmicas do Facebook

O ano de 2018 ficou marcado como um ano no mínimo polêmico para a rede social. Foi nessa data que o escândalo com a Cambridge Analytica estourou, delatando que a empresa de publicidade estaria usando os dados de usuários da rede social para influenciar nas eleições.

Além disso, a rede social também protagonizou diversos vazamento de dados e foi alvo até mesmo de hackers. Para remediar a situação, o Facebook lançou diversas iniciativas – como uma “sala de guerra” para combater fake news em eleições – no entanto, o parlamento inglês ainda as vê como ineficazes.

Já em 2019, foi divulgado que a rede social estava pagando para usuários para espionar seus dados – inclusive o uso em outros aplicativos. Para este ano, o sigilo de dados continua não sendo uma meta para Mark Zuckerberg.